Ribeiro, Débora InáciaTashiro, Francis VasconcellosSilva, Júlia Zaia2026-07-102026-07-102025-12-04https://repositorio.univap.br/handle/123456789/1249O presente trabalho tem por objetivo discutir a medicalização da angústia no contexto da psicologia fenomenológica existencial, destacando como esse processo impacta a construção do projeto existencial. A medicalização é entendida como a transformação de vivências humanas naturais em condições patológicas tratadas com medicamentos. Utilizando os conceitos de angústia de Kierkegaard, Sartre e Heidegger, o trabalho explora a dimensão ontológica dessa experiência como uma potência que impulsiona o indivíduo em direção ao autoconhecimento e ao crescimento. Kierkegaard apresenta a angústia como condição que antecede escolhas e revela a liberdade humana; Sartre a identifica como consciência dessa liberdade, enquanto Heidegger a interpreta como abertura para a autenticidade e para a finitude da existência. Com abordagem qualitativa e revisão narrativa da literatura, o estudo buscou promover reflexões sobre a importância de práticas terapêuticas que considerem a totalidade da experiência humana, equilibrando intervenções médicas com o respeito às subjetividades e à singularidade do ser. A discussão também aponta para a necessidade de ampliar as formas de cuidado, valorizando estratégias comunitárias e psicossociais que dialoguem com a singularidade do sujeito. Reconhece-se que intervenções não farmacológicas podem favorecer a ressignificação e o fortalecimento do projeto existencial. Assim, propõe-se um equilíbrio ético entre uso racional de medicamentos e práticas que promovam a autonomia e o sentido.pdfpt-BRA medicalização da angústia e o projeto existencial: um estudo fenomenológicoTrabalho de Conclusão de CursoPsicologiaAngústiaMedicalizaçãoSubjetividadePsicologia fenomenológica