REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA

O Repositório da Produção Intelectual da Univap tem como objetivo armazenar, preservar e disseminar a memória institucional, oferecendo acesso à produção científica, como trabalhos de conclusão da graduação, dissertações, tese e artigos científicos. Os dados e plano de gestão produzidos por pesquisadores e estudantes da Univap também poderão ser disponibilizados, dependendo da política de acesso do projeto em virtude de restrições impostas pelo registro de propriedade intelectual.

Ademais, o repositório tem um papel importante de divulgação das produções científicas, técnicas, culturais e artísticas da Univap.

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  • Teses e Dissertações
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Submissões Recentes

Item
O Transtorno de Personalidade Borderline na literatura psicológica e psiquiátrica: história, diagnóstico e implicações clínicas
(2025-12-09) Guadagnin, Eduardo; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Costa, Rodney Querino Ferreira da; Bersaneti, Giovanna Mazzaferro; São José dos Campos
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um diagnóstico psiquiátrico marcado por instabilidade emocional, impulsividade e dificuldades nas relações interpessoais. Este trabalho de conclusão de curso, do tipo revisão bibliográfica narrativa, tem como objetivo discutir o TPB para além da noção de transtorno como mera disfunção individual, considerando a articulação entre seus determinantes históricos, sociais, afetivos e biológicos. A pesquisa foi conduzida por meio de análise de conteúdo e de discurso, aplicadas aos materiais bibliográficos e científicos selecionados, utilizando fontes científicas nacionais e internacionais, bem como produções teóricas e audiovisuais que permitiram situar a construção histórica dos transtornos mentais. Essa combinação metodológica possibilitou não apenas organizar e interpretar os conteúdos, mas também refletir de forma crítica sobre os contextos históricos e socioculturais que permeiam a produção de conhecimento sobre o transtorno. Identificam-se ligações entre o diagnóstico de TPB e experiências precoces de trauma, negligência emocional e vínculos afetivos desestruturados, elementos que fragilizam os processos de autorregulação e de constituição do self. Nesse contexto, torna-se fundamental discutir o conceito de recuperação no TPB. A recuperação não deve ser entendida como a eliminação total dos sintomas, mas como um processo contínuo e multifacetado que envolve a redução do sofrimento, o fortalecimento da autoestima, a construção de relações interpessoais mais estáveis, a participação social ativa e a retomada de projetos de vida significativos. Trata-se, portanto, de um movimento de reconstrução da identidade e de ressignificação das experiências pessoais, que vai além do manejo de crises, buscando promover autonomia, esperança e qualidade de vida. A partir da articulação entre esses eixos, o trabalho busca contribuir para um entendimento mais amplo do TPB, que considere os contextos subjetivos, as trajetórias de vida e os atravessamentos subjetivos socioculturais implicados na construção do diagnóstico.
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Entre o Àiyé e o Orum: um estudo etnográfico sobre a fé
(2025-12-17) Maciel, Lidiane Maria; Lima, Viviana Mendes; Oliveira, Felipe; Rosseti, Bianca Teizen; Silva, Cristiano Sousa Bueno; Britto, Ana Karina de Castro; São José dos Campos
O presente trabalho busca compreender, à luz da logoterapia de Viktor Frankl, como a religiosidade e o culto aos ancestrais na Umbanda influenciam a construção de sentido e subjetividade dos sujeitos praticantes. Utilizamos o método etnográfico para analisar os significados atribuídos à fé, aos rituais e às experiências comunitárias vivenciadas no terreiro, situado na zona sul de São José dos Campos (SP). Para tal, traçamos uma análise histórica da formação da Umbanda, desde suas raízes nos Calundus, passando pelo Candomblé, Cabula e Macumba carioca, até sua consolidação como religião sincrética e essencialmente brasileira. A investigação também aborda a intolerância religiosa no Brasil como expressão do racismo religioso, demonstrando como o Estado e setores da sociedade civil contribuíram historicamente para a marginalização das práticas de matriz africana. A partir da perspectiva existencial da logoterapia, podemos observar a espiritualidade como dimensão constitutiva da experiência humana, sendo capaz de fornecer estrutura psíquica e sentido diante do sofrimento. Nesse contexto, compreendemos a Umbanda como espaço de autotranscendência, onde os ritos, a mediunidade e a convivência comunitária promovem cura, pertencimento e fortalecimento identitário. Os dados etnográficos coletados indicam que o terreiro funciona como um "pedaço" e um "circuito" no espaço urbano, constituindo uma rede de afetos e práticas religiosas que integram tradição e transformação. O perfil dos frequentadores revela trajetórias diversas unificadas pela busca por acolhimento espiritual. Dessa forma, contribui para a ampliação do debate sobre espiritualidade na psicologia e para o reconhecimento das religiões afro-brasileiras como fontes legítimas de sentido e cuidado existencial.
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Autismo para além da patologização: contribuições da teoria Histórico-Cultural à construção de uma perspectiva crítica
(2025-12-02) Terra-Candido, Bruna Mares; Guadagnin, Eduardo; Toledo, Lívia Gonsalves; Amaral, Leonardo Augusto Franco do; Canônico, Maria Fernanda Nowotny; Tolgyesi, Rafael Fernandez; São José dos Campos
Este estudo busca contrapor a concepção hegemônica do autismo, ancorada no modelo biomédico, à uma perspectiva crítica a partir da Teoria Histórico-Cultural (THC). Mediante revisão narrativa da literatura, analisa-se a constituição histórica do modelo biomédico, como ele influenciou e influencia no percurso do autismo – na construção de seu significado e modelo de intervenção – no decorrer da história através dos Manuais Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e suas consequências sociais. Em seguida, através da THC e o materialismo histórico dialético, busca-se redefinir o sentido e significado do autismo a partir de contribuições de autores clássicos aos mais atuais como um fenômeno sociocultural, enfatizando a interdependência entre biologia, contexto histórico e mediações ambientais na constituição subjetiva. Levanta-se a importância de se pensar como pode se dar o desenvolvimento atípico a partir da THC, e possíveis intervenções. Por fim, salienta-se a necessidade de uma psicologia engajada e alinhada ao modelo social de deficiência – que priorize alteridade, singularidade e inclusão social – com uma atuação do psicólogo que seja ética, crítica e revolucionária com o comprometimento de pensar nas mudanças necessárias para colocar em prática uma sociedade mais igualitária, justa, inclusiva e que promova a equidade.
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Estudo sobre a relação entre transtorno do espectro autista e envelhecimento: características e ações de cuidado
(2025-06-18) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Gonzaga, Ana Clara Braga; Gusmão, Rafaela do Val; São José dos Campos
O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por comprometimento no ato de se comunicar e na interação social. Acredita-se que pessoas que possuem o transtorno podem vir a sofrer impactos físicos, emocionais e sociais no processo de envelhecimento. No presente projeto pretende-se investigar estes impactos e discorrer sobre o papel do psicólogo neste contexto, levando também em consideração a vulnerabilidade causada por estes impactos, e a escassez de estudos sobre o tema, que o tornam ainda mais urgente. Para tanto, foi realizada uma pesquisa exploratória de revisão de literatura narrativa. O TEA é de manifestações variadas, mas tendo as intervenções adequadas como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), podem promover maior autonomia e qualidade de vida. A compreensão das particularidades do desenvolvimento autista é fundamental para estratégias de apoio individualizadas, desde a infância até a vida adulta. A relação do TEA e o envelhecimento é escasso de pesquisas atualmente, mas as evidências indicam desafios específicos, como perda de autonomia, declínio cognitivo e maior prevalência de comorbidades (ansiedade, depressão e distúrbios do sono). Idosos autistas enfrentam dificuldades acentuadas em adaptação social, regulação emocional e acesso a serviços de saúde, agravadas pela falta de políticas públicas e profissionais capacitados. Apesar da escassez de pesquisas sobre autismo no envelhecimento, evidências apontam desafios específicos nessa fase, os idosos com TEA enfrentam maior redução de autonomia devido a déficits cognitivos (memória, flexibilidade mental) e emocionais, agravando dificuldades de adaptação a mudanças. Comparados ao envelhecimento típico, acabam apresentando o isolamento social, a prevalência de ansiedade, depressão e risco elevado de comorbidades físicas (distúrbios do sono, em 82% dos casos, epilepsia e problemas gastrointestinais), a hipersensibilidade sensorial e a rigidez comportamental complicam ainda mais o acesso a serviços de saúde. O papel do psicólogo é central nesse processo, tanto na avaliação diagnóstica quanto no suporte terapêutico, visando mitigar os impactos do envelhecimento nessa população negligenciada. O aumento da expectativa de vida de pessoas com TEA trouxe novos desafios, já que a atenção historicamente focada em crianças e adolescentes agora precisa se estender a adultos e idosos no espectro. Embora avanços na pesquisa e nos serviços de saúde tenham melhorado as condições de vida dessa população, muitos ainda envelhecem sem diagnóstico ou suporte adequado, enfrentando dificuldades como vulnerabilidade emocional, adaptação a mudanças e maior incidência de comorbidades psiquiátricas e neurodegenerativas. O envelhecimento no TEA possui a demanda de uma abordagem multidisciplinar integrada, combinando um diagnóstico preciso, intervenções personalizadas e suporte contínuo para pacientes e cuidadores. A atuação do psicólogo, aliada a políticas públicas inclusivas, é fundamental para assegurar dignidade, autonomia e qualidade de vida nessa fase da vida.
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Estudo sobre o impacto das telas na agressividade infantil
(2025-12-05) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Britto, Ana Karina de Castro; Ribeiro, Débora Inácia; Silva, Beatriz Lauren; Abreu, Giovanna Moraes de; Ribeiro, Maria Luiza Braga de Lima; São José dos Campos
O presente trabalho buscou investigar os possíveis impactos do uso das telas (dispositivos de uso doméstico como telefones celulares, televisões e tablets) sobre a agressividade infantil, embasados em pesquisas de revisão de literatura. Com base nisto, foram examinados estudos dos principais teóricos sobre a agressividade, dando enfoque na investigação através do uso tecnológico juntamente ao desenvolvimento infantil, como síntese para a discussão dos respectivos impactos psíquicos decorrentes do uso de telas. A análise de dados foi feita através de uma revisão de literatura narrativa, permitindo uma perspectiva de possíveis resultados decorrentes do uso excessivo de telas. A literatura pesquisada apontou que o uso excessivo das telas na infância impacta o desenvolvimento cognitivo, podendo comprometer seu desenvolvimento emocional e favorecendo o predomínio de comportamentos disfuncionais, necessitando de uma atuação do psicólogo juntamente aos cuidadores e responsáveis.