Curso de Ciências Biológicas
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Navegando Curso de Ciências Biológicas por Autor "Oliveira, Matheus Salgado de"
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Item Análise do perfil hematológico de gambás-de orelha-preta didelphis aurita no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade do Vale do Paraíba(2025-12-05) Oliveira, Matheus Salgado de; Marinho, Matheus Novaes; São José dos CamposA intensa expansão urbana no Brasil tem intensificado a interação humano-fauna, tornando os Centros de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), como o da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), instituições cruciais para o resgate e tratamento de espécies vulneráveis. Entre os animais mais frequentemente atendidos está o gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita), um marsupial com grande capacidade de adaptação, mas constantemente admitido por traumas decorrentes de atropelamentos e ataques de animais domésticos. Nesse contexto, a análise do perfil hematológico é uma ferramenta diagnóstica e prognóstica de valor relevante. Contudo, a escassez de valores de referência específicos para D. aurita na literatura científica compromete a precisão clínica e o manejo adequado da espécie. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo geral analisar os parâmetros hematológicos de D. aurita atendidos no CRAS/UNIVAP no período de junho de 2022 a março de 2024, a fim de estabelecer um perfil hematológico de referência para a espécie. A metodologia consistiu em um estudo retrospectivo, analisando o banco de laudos de 13 animais distintos, com 19 laudos do Laboratório de Análises Clínicas do CRAS (LabCRAS). Os dados foram organizados e analisados por meio de estatística descritiva, incluindo a determinação da média, desvio-padrão e o importante Intervalo de Confiança de 95% (IC95%) para cada parâmetro. Os resultados obtidos para Hematócrito (Ht), Proteínas Plasmáticas Totais (PPT), perfil leucocitário e contagem de plaquetas foram compatíveis com os dados limitados disponíveis na literatura para o gênero Didelphis. A predominância de neutrófilos e linfócitos, sem quadros de neutrofilia, sugere a eficácia dos protocolos de saúde e bem-estar do CRAS no manejo dos animais. Em conclusão, o estudo define valores hematológicos de base que contribuem significativamente para a criação de parâmetros de referência para D. aurita em ambiente cativo, sendo essenciais para aprimorar o diagnóstico, o tratamento e o monitoramento da recuperação, embora reforce a necessidade de futuras pesquisas que considerem variáveis como sexo, idade e comparação com animais de vida livre.Item Caracterização da fauna parasitária com ênfase em Platynosomum sp. em calitriquídeos no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade do Vale doParaíba no Sudeste do Brasil de 2022 a 2025(2025-12-17) Oliveira, Matheus Salgado de; Pereira, Juliana Karoline; Morais, Flavia Villaça; São José dos CamposOs Platynosomum spp. são considerados platelmintos trematódeos com um ciclo de vida heteroxeno podendo ter como hospedeiros intermediários o caramujo Subulina octona, isópodes terrestres e lagartixas. Como hospedeiros definitivos podem ter mamíferos tanto domésticos quanto selvagens e aves diversas, sendo considerado um agente etiológico bastante difundido. Neste estudo, foram avaliados indivíduos de Callithrix aurita, C. jacchus, C. penicillata e híbridos, com destaque para C. aurita, espécie ameaçada de extinção e mais vulnerável do ponto de vista sanitário, com o objetivo de caracterizar a fauna parasitária, com ênfase em Platynosomum sp., destes saguis resgatados e reabilitados pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), no período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2025. Foram analisados laudos coproparasitológicos provenientes do banco de dados do Laboratório de Análises Clínicas do CRAS (LabCRAS) e amostras fecais examinadas pelo método de Sedimentação Espontânea (Hoffman), Método Direto e principalmente pelo Método de Ritchie. Os resultados obtidos revelaram que o Platynosomum sp. foi o agente etiológico mais prevalente (média 1,50), com maior acometimento em Callithrix aurita (média 4,25), espécie ameaçada de extinção, enquanto não foram observados casos em indivíduos híbridos do gênero. A análise estatística (ANOVA fatorial) indicou diferenças significativas na distribuição do parasitismo entre as espécies de Callithrix (p<0,01), embora não houvesse variação significativa entre os anos avaliados (p>0,05), sugerindo um risco contínuo de infecção. Os achados deste estudo reforçam a necessidade de protocolos de monitoramento parasitológico e manejo sanitário direcionados a espécies vulneráveis, como C. aurita, e evidenciam o papel dos centros de reabilitação na detecção de parasitoses emergentes em primatas neotropicais.Item Prevalência e caracterização de hemoparasitas no centro de reabilitação de animais silvestres da Universidade do Vale do Paraíba de 2022 a 2025(2025) Oliveira, Matheus Salgado de; Santos, Luiza de Marillac; São José dos CamposA conservação da fauna silvestre é um desafio crescente, notadamente pela influência de fatores ambientais e patogênicos que afetam a saúde dos animais. Entre esses, destacam-se os hematozoários, parasitas que infectam o tecido sanguíneo e comprometem a sobrevivência das espécies. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência e caracterizar os hemoparasitas em animais silvestres resgatados e reabilitados no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). Foi realizado um estudo retrospectivo e prospectivo, analisando laudos do Laboratório de Análises Clínicas (LabCRAS) e amostras sanguíneas entre 2022 e 2025, oriundas de diversas espécies de aves e mamíferos. A identificação microscópica foi realizada por meio das técnicas de esfregaço sanguíneo estirado e da capa leucocitária, e os dados foram submetidos à Análise de Variância (ANOVA). Os resultados demonstraram que a prevalência de hemoparasitoses variou significativamente ao longo do tempo (p<0,05) com o ano de 2025 apresentando a maior média de casos (4,00). O parasita mais prevalente no período foi o Haemoproteus spp. (53,84% dos casos totais), e a maior parte dos casos foi observada em aves. O CRAS da UNIVAP atua como importante ponto de vigilância sanitária da fauna silvestre, contribuindo para a detecção e o monitoramento de hemoparasitas em diferentes espécies, com relevância para a saúde pública e para o conceito de Saúde Única (One Health). Conclui-se que os achados contribuem para o panorama epidemiológico regional e sugere-se maiores abordagens e aprofundamentos quanto as hemoparasitoses de animas silvestres e seus ciclos de vida visto que os dados são escassos na literatura. Nossos achados contribuem para a caracterização e definição de hemoparasitoses recorrentes em animais silvestres no Sudeste do Brasil.