Navegando por Autor "Guadagnin, Eduardo"
Agora exibindo 1 - 6 de 6
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item A medicalização da angústia e o projeto existencial: um estudo fenomenológico(2025-12-04) Ribeiro, Débora Inácia; Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Guadagnin, Eduardo; Tashiro, Francis Vasconcellos; Silva, Júlia Zaia; São José dos CamposO presente trabalho tem por objetivo discutir a medicalização da angústia no contexto da psicologia fenomenológica existencial, destacando como esse processo impacta a construção do projeto existencial. A medicalização é entendida como a transformação de vivências humanas naturais em condições patológicas tratadas com medicamentos. Utilizando os conceitos de angústia de Kierkegaard, Sartre e Heidegger, o trabalho explora a dimensão ontológica dessa experiência como uma potência que impulsiona o indivíduo em direção ao autoconhecimento e ao crescimento. Kierkegaard apresenta a angústia como condição que antecede escolhas e revela a liberdade humana; Sartre a identifica como consciência dessa liberdade, enquanto Heidegger a interpreta como abertura para a autenticidade e para a finitude da existência. Com abordagem qualitativa e revisão narrativa da literatura, o estudo buscou promover reflexões sobre a importância de práticas terapêuticas que considerem a totalidade da experiência humana, equilibrando intervenções médicas com o respeito às subjetividades e à singularidade do ser. A discussão também aponta para a necessidade de ampliar as formas de cuidado, valorizando estratégias comunitárias e psicossociais que dialoguem com a singularidade do sujeito. Reconhece-se que intervenções não farmacológicas podem favorecer a ressignificação e o fortalecimento do projeto existencial. Assim, propõe-se um equilíbrio ético entre uso racional de medicamentos e práticas que promovam a autonomia e o sentido.Item Agentes da mudança: desafios da formação profissional para implantação de políticas sociais nos território(2021-08-26) Ribeiro, Pedro; Maciel, Lidiane Maria; Feuerwerker, Laura; Vianna, Paula Vilhena Carnevale; Guadagnin, Eduardo; Souza, Adriane Aparecida Moreira de; São José dos CamposA construção de cidades mais justas que garantam a cidadania, só é alcançada com a integração e articulação das políticas sociais nos territórios. Para efetivação das mesmas a partir dos territórios é fundamental que os profissionais que as operam em suas práticas cotidianas se apropriem de conceitos e práticas que os permitam materializar as políticas nos espaços de vida, de forma articulada, respeitando as singularidades dos territórios e as necessidades de quem os habita. Essa é uma pesquisa social, qualitativa, de caráter exploratório, que investiga a inclusão e apropriação da perspectiva territorial da política e a ação profissional na formação de médicos, enfermeiros e assistentes sociais. Tem como procedimento metodológico a pesquisa documental e a aplicação de entrevista semiestruturada a docentes e grupos focais com discentes de duas Universidades na região do Vale do Paraíba Paulista, do Estado de São Paulo. As fontes de dados da pesquisa documental são os projetos pedagógicos vigentes das instituições de ensino pesquisadas e a legislação ordenadora da formação no ensino superior. O estudo analisou o impacto da reforma e a expansão universitária brasileira nos cursos de Medicina, Enfermagem e Serviço Social de modo geral e, em especial, nos cursos oferecidos pelas duas Universidades. Verificou a influência das Diretrizes Curriculares Nacionais nos Projetos Pedagógicos e na organização dos cursos. Estudou os processos formativos dos cursos buscando identificar os movimentos de aproximação e distanciamento deles das políticas sociais e sua capacidade de preparação dos profissionais para operacionalizá-las a partir dos territórios. A pesquisa mostrou que para a formação de profissionais de saúde e assistência social comprometidos com a efetivação das políticas sociais a partir dos territórios é necessário que a graduação tenha as referidas políticas como eixo estruturante e que o currículo e as práticas pedagógicas sejam estruturados de modo a favorecer a articulação ensino-serviço; a aproximação da comunidade por meio da inserção dos alunos em serviços de base comunitária; a construção de oportunidades para atuação interdisciplinar; a organização da aprendizagem centrada no aluno tendo o docente como facilitador, bem como, o uso de metodologias ativas e a integração dos saberes rompendo com a fragmentação do conhecimento em disciplinas.Item Autismo para além da patologização: contribuições da teoria Histórico-Cultural à construção de uma perspectiva crítica(2025-12-02) Terra-Candido, Bruna Mares; Guadagnin, Eduardo; Toledo, Lívia Gonsalves; Amaral, Leonardo Augusto Franco do; Canônico, Maria Fernanda Nowotny; Tolgyesi, Rafael Fernandez; São José dos CamposEste estudo busca contrapor a concepção hegemônica do autismo, ancorada no modelo biomédico, à uma perspectiva crítica a partir da Teoria Histórico-Cultural (THC). Mediante revisão narrativa da literatura, analisa-se a constituição histórica do modelo biomédico, como ele influenciou e influencia no percurso do autismo – na construção de seu significado e modelo de intervenção – no decorrer da história através dos Manuais Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e suas consequências sociais. Em seguida, através da THC e o materialismo histórico dialético, busca-se redefinir o sentido e significado do autismo a partir de contribuições de autores clássicos aos mais atuais como um fenômeno sociocultural, enfatizando a interdependência entre biologia, contexto histórico e mediações ambientais na constituição subjetiva. Levanta-se a importância de se pensar como pode se dar o desenvolvimento atípico a partir da THC, e possíveis intervenções. Por fim, salienta-se a necessidade de uma psicologia engajada e alinhada ao modelo social de deficiência – que priorize alteridade, singularidade e inclusão social – com uma atuação do psicólogo que seja ética, crítica e revolucionária com o comprometimento de pensar nas mudanças necessárias para colocar em prática uma sociedade mais igualitária, justa, inclusiva e que promova a equidade.Item Dependência química em mulheres em situação de rua: a voz silenciada(2025-12-16) Guadagnin, Eduardo; Britto, , Ana Karina de Castro; Ribeiro, Débora Inácia; Del Monte, Aleksandra Csoknyai; Granado, Alexandre Castilho; Justino, Marcelo Lin Fernandes; São José dos CamposO uso de álcool e outras drogas têm uma historicidade que remonta desde a antiguidade. Passando a ser considerado como problema de Saúde Pública e de Políticas Públicas, principalmente por este fenômeno ser motivado por fatores socioeconômicos e ambientais. Dentre os grupos mais vulneráveis afetados por essa intersecção de fatores, destacam-se as mulheres em situação de rua, cuja dependência química frequentemente coexiste com o histórico de violência, a perda de vínculos familiares e a extrema exclusão social, exigindo uma abordagem de cuidado específica e humanizada. Assim, o presente trabalho se baseia em uma revisão bibliográfica, qualitativa e exploratória em livros, documentos do Conselho Federal de Psicologia e artigos acessados por meio das bases de dados do SciElo, Portal Periódico do CAPES, PubMed, com o intuito de analisar como o abuso de álcool e outras drogas interfere na permanência de mulheres em situação de rua, caracterizando-se as relações sociais, materiais e afetivas de mulheres dependentes de álcool e outras drogas em situação de rua, analisando o papel do psicólogo frente a problemática da dependência química da mulher em situação de rua e analisando as Políticas Públicas referentes às mulheres em situação de rua. Apesar de robusta bibliografia sobre alguns temas das seções, para população feminina usuária de álcool outras drogas em situação de rua foram encontrados poucos artigos, sendo nenhum deles referentes a população de São José dos Campos, verificou-se uma lacuna na esfera municipal em relação ao acesso transparente e acessível de documentos públicos sobre políticas voltadas especificamente para mulheres em situação de rua em dependência química e evidencia a escassez de projetos, a descontinuidade dos mesmos e a falta de implantação e implementação dessas políticas no município de São José dos Campos/SP, principalmente no que tange à perspectiva de gênero.Item O Transtorno de Personalidade Borderline na literatura psicológica e psiquiátrica: história, diagnóstico e implicações clínicas(2025-12-09) Guadagnin, Eduardo; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Costa, Rodney Querino Ferreira da; Bersaneti, Giovanna Mazzaferro; São José dos CamposO Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um diagnóstico psiquiátrico marcado por instabilidade emocional, impulsividade e dificuldades nas relações interpessoais. Este trabalho de conclusão de curso, do tipo revisão bibliográfica narrativa, tem como objetivo discutir o TPB para além da noção de transtorno como mera disfunção individual, considerando a articulação entre seus determinantes históricos, sociais, afetivos e biológicos. A pesquisa foi conduzida por meio de análise de conteúdo e de discurso, aplicadas aos materiais bibliográficos e científicos selecionados, utilizando fontes científicas nacionais e internacionais, bem como produções teóricas e audiovisuais que permitiram situar a construção histórica dos transtornos mentais. Essa combinação metodológica possibilitou não apenas organizar e interpretar os conteúdos, mas também refletir de forma crítica sobre os contextos históricos e socioculturais que permeiam a produção de conhecimento sobre o transtorno. Identificam-se ligações entre o diagnóstico de TPB e experiências precoces de trauma, negligência emocional e vínculos afetivos desestruturados, elementos que fragilizam os processos de autorregulação e de constituição do self. Nesse contexto, torna-se fundamental discutir o conceito de recuperação no TPB. A recuperação não deve ser entendida como a eliminação total dos sintomas, mas como um processo contínuo e multifacetado que envolve a redução do sofrimento, o fortalecimento da autoestima, a construção de relações interpessoais mais estáveis, a participação social ativa e a retomada de projetos de vida significativos. Trata-se, portanto, de um movimento de reconstrução da identidade e de ressignificação das experiências pessoais, que vai além do manejo de crises, buscando promover autonomia, esperança e qualidade de vida. A partir da articulação entre esses eixos, o trabalho busca contribuir para um entendimento mais amplo do TPB, que considere os contextos subjetivos, as trajetórias de vida e os atravessamentos subjetivos socioculturais implicados na construção do diagnóstico.Item Tatuagem e significantes: o que estas marcas expressam?(2025-12-17) Guadagnin, Eduardo; Britto, Ana Karina de Castro; Veloso, Lauro Take Tomo; Ivo, Yasmin de Azevedo; São José dos CamposEste trabalho tem como objetivo analisar a tatuagem enquanto significante cultural e psicológico, investigando de que forma essas marcas na pele influenciam a construção da identidade, autoestima, percepção de si e processos emocionais dos indivíduos. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica, buscando compreender a tatuagem como um fenômeno simbólico que transcende o aspecto estético e reflete a subjetividade e singularidade de cada indivíduo. A tatuagem é entendida neste estudo como uma forma de linguagem não verbal, inscrita no corpo, que permite ao indivíduo comunicar experiências, memórias, desejos e traumas, funcionando como uma ponte entre o inconsciente e a realidade. A pesquisa apoia-se nas teorias de Jacques Lacan, que apresenta o conceito de significante como núcleo da subjetividade e da construção do eu; Erik H. Erikson, que discute o desenvolvimento da identidade; e Carl Gustav Jung, que enfatiza o papel do símbolo e do inconsciente coletivo. Os resultados indicam que as tatuagens atuam como instrumentos de expressão emocional e ressignificação de experiências de vida, promovendo processos de integração psíquica e fortalecimento da autoestima. Além disso, a percepção social das tatuagens impacta diretamente o emocional, dependendo do contexto cultural, das normas sociais e da aceitação individual. A tatuagem, portanto, revela-se como um fenômeno multifacetado, no qual o corpo se torna suporte emocional das vivências, funcionando como meio de comunicação entre o eu e o mundo exterior. Este estudo evidencia que compreender a tatuagem sob a ótica da psicologia oferece subsídios para profissionais de saúde mental interpretarem a prática como uma forma legítima de expressão emocional, empoderamento pessoal e autoconhecimento. Conclui-se que a tatuagem representa não apenas uma marca estética, mas um significante existencial, capaz de influenciar de maneira significativa a identidade, as emoções e as relações interpessoais dos indivíduos, contribuindo para a reflexão sobre os processos de subjetivação e construção do self na contemporaneidade - a tatuagem se apresenta como um verdadeiro espelho simbólico da alma, conectando memória, emoção e expressão social, sendo um registro duradouro da história psíquica do indivíduo.