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Navegando por Autor "Matos, Mariana Oliveira"

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    A porta da rua é a serventia da casa: a negação do direito à cidade para jovens egressos das instituições de acolhimento em São José dos Campos – SP
    (2026-03-04) Aquino, Luiz Carlos Andrade de; Maciel, Lidiane Maria; Jodas, Juliana; Matos, Mariana Oliveira; Papali, Maria Aparecida Chaves Ribeiro; São José dos Campos
    A presente dissertação tem como foco a experiência individual e coletiva do desligamento de jovens nos Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA) em São José dos Campos/SP, em cumprimento à legislação que determina a descontinuação do acolhimento quando estes atingem a maioridade civil. Neste percurso, analisaremos que a "porta da rua", marco do encerramento da tutela estatal, configura-se frequentemente como um processo de expulsão e negação do direito à cidade. Esta pesquisa tem como objetivo analisar a reintegração urbana e social desses jovens egressos, com foco na forma como a cidade os acolhe e quais são os espaços por eles ocupados e, também, na análise da eficácia (ou ausência) das políticas públicas de transição. Para que seja possível a realização desta pesquisa, usaremos a abordagem qualitativa fundamentada na História Oral resgatando memórias e trajetórias de vida que revelam os desafios da autonomia em um território marcado pela segregação. A análise qualitativa será realizada a partir das experiências de vida desses jovens que foram desligados das instituições de acolhimento, buscando compreender como o planejamento urbano de São José dos Campos e a oferta de serviços públicos dialogam - ou silenciam - as necessidades deles. A rápida reintegração ao território de jovens que saem de serviços de acolhimento pode gerar conflitos relacionados a sua identidade e autonomia. Os resultados indicam que a transição abrupta para a vida adulta ocorre sob uma política de descarte e esquecimento, onde a falta de suporte empurra o egresso para "não- lugares" e para estratégias de sobre(vivência) informais. Conclui-se que o desligamento, sem o devido planejamento urbano, reproduz injustiças espaciais e fomenta a invisibilidade, transformando a autonomia em uma vivência de desamparo e desconhecimento territorial.

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