Navegando por Assunto "Mudanças climáticas"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item As mudanças climáticas globais e as políticas públicas municipais na região metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte - SP(2021-02-25) Valério Filho, Mario; Zanetti, Valéria; Mendes, Rodolfo Moreda; Morelli, Ademir Fernando; Cardozo, Amâncio Rogério Eusébio; São José dos CamposOs efeitos das mudanças climáticas globais podem interfeir nos diversos setores das sociedades, além de ocasionar impactos ao meio ambiente. Os metadados relacionados a esta temática, e as pesquisas nas áreas das Ciências Atmosféricas, atestam que esses efeitos já têm proporcionado uma série de danos no planeta . Em anos recentes vários municípios , incluindo alguns municípios da Região Metropolitana do V ale do Paraíba e Litoral Norte, tem sido alvo dos efeitos das Mudanças Climáticas G lobais (MCG) , por meio de alagamentos, inundações e escoregamentos com prejuizos de ordem econômica , social e até perdas de vid a s . Frente a estas questões, estão em vigor em escala nacional mecanismos pelas políticas públicas para mitigar a situação : a Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC); o Plano Nacional de Adaptação e a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil ( PNPDEC). Em nível Estadual, São Paulo conta com a Política Estadual de Mudanças do Clima e com o Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Geológicos. Neste sentido, a presente pesquisa pela análise das políticas públicas por meio dos Planos D iretores , Decretos e Leis Orgânicas/Urbanísticas dos Municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte ( RMVPLN ) , constatou - se que a quase totalidade dos municípios avaliados, não apresentam em seus planos diretores aç ões políticas para o enfrentamento das consequências das MCG .Item Mudanças de uso e cobertura da terra e serviços ecossistêmicos em paisagens socioecológicas a partir da percepção de proprietários rurais: análise e comparativa entre sub-bacias(2025-09-22) Toniolo, Maria Angélica; Costa, Sandra Maria Fonseca da; Valério Filho, Mario; Morelli, Ademir Fernando; Oliveira, Rogério Ribeiro; Silva, Oscarina Teodora Prado Santos; Vogt, Nathan David; São José dos CamposEsta Tese investiga as transformações no uso e na cobertura da terra ao longo das últimas quatro décadas em cinco sub-bacias hidrográficas localizadas no município de Paraibuna, na região do Vale do Paraíba Paulista: Pinhal, Fartura, Remedinho, Paraitinguinha e Itapeva. O objetivo central foi compreender como essas mudanças influenciam a provisão de serviços ecossistêmicos a partir da percepção dos proprietários rurais. A pesquisa parte do pressuposto de que as dinâmicas socioeconômicas, políticas e históricas que moldam o território resultam em diferentes estratégias de manejo da terra, com impactos diretos sobre a resiliência ecológica e o bem-estar das comunidades rurais. A metodologia adotada combina análise espacial e temporal de dados do MapBiomas (coleções 1985–2022), para identificar e quantificar as alterações no uso e cobertura do solo, com uma pesquisa de campo baseada em questionários semiestruturados aplicados a 16 proprietários e gestores rurais locais. Essa abordagem mista permitiu integrar dados quantitativos com percepções qualitativas, articulando o mapeamento das transformações da paisagem com os saberes e vivências dos atores sociais diretamente envolvidos na gestão do território. Os resultados sugerem a existência de um padrão de transição no uso e cobertura da terra, com indícios de substituição de áreas de vegetação florestal por monoculturas de pastagem e/ou silvicultura. Essa dinâmica tem sido percebida localmente como geradora de impactos contrastantes sobre os serviços ecossistêmicos. Em relatos e observações dos moradores, áreas com maior diversidade funcional são associadas a benefícios como melhor regulação hídrica, conservação do solo e suporte à biodiversidade. Por outro lado, territórios com predomínio de monoculturas foram frequentemente relacionados a sinais de degradação ambiental, como perda de biodiversidade funcional, pressão sobre os recursos hídricos e aumento da insegurança hídrica. Ressalta-se, contudo, que essas percepções devem ser analisadas à luz de suas condições socioterritoriais e da subjetividade inerente às experiências locais, não sendo necessariamente generalizáveis a outras realidades. As percepções dos moradores locais revelam mudanças no uso da terra que corroboram tendências já discutidas na literatura sobre paisagens socioecológicas, especialmente no que diz respeito à intensificação produtiva e à simplificação dos sistemas agroecológicos. Há um reconhecimento recorrente de que a substituição de vegetação nativa por monoculturas – como pastagens extensivas e silvicultura – tem gerado impactos negativos perceptíveis, como o aumento da compactação do solo, diminuição da infiltração de água e redução da diversidade de espécies, tanto vegetais quanto animais. Tais alterações são frequentemente associadas a maior vulnerabilidade hídrica e à degradação de nascentes. Por outro lado, também foram identificadas experiências locais positivas, ligadas à adoção de práticas conservacionistas e manejos integrados, como o plantio consorciado, a recuperação de matas ciliares e a contenção de processos erosivos, que contribuem para o fortalecimento da resiliência ambiental e social das sub-bacias. Essas experiências, ainda que pontuais, demonstram o potencial de estratégias baseadas no conhecimento ecológico local para promover a sustentabilidade em contextos rurais. A análise das sub-bacias estudadas revela que a sustentabilidade territorial está fortemente associada à presença de políticas públicas que reconhecem e valorizam práticas locais de conservação e produção. Constatou-se que em áreas onde programas como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o PRONAF estão ativos e articulados com organizações locais, há maior manutenção da vegetação nativa, uso mais racional dos recursos hídricos e diversificação produtiva. Tais políticas têm contribuído para fortalecer a agricultura familiar, incentivar práticas agroecológicas e promover a recuperação de áreas degradadas, evidenciando impactos positivos na provisão de serviços ecossistêmicos. Em contraste, nas sub-bacias com menor presença dessas iniciativas, predominam sistemas produtivos baseados na monocultura e no uso intensivo de insumos, com impactos negativos mais visíveis sobre a qualidade da água, o solo e a biodiversidade. Conclui-se, portanto, que políticas públicas integradas e territorializadas, que conciliem conservação ambiental e viabilidade econômica com base nas potencialidades e saberes locais, são decisivas para a resiliência socioecológica dessas paisagens.