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    Índice de desenvolvimento da mulher: análise de correlações entre desenvolvimento econômico, desigualdades regionais e equidade de gênero
    (2021-03-31) Gomes, Cilene; Costa, Sandra Maria Fonseca da; Maciel, Lidiane Maria; Aparicio, Cimar Alejandro Prieto; Paula, Adriana Maria de; Toniolo, Maria Angélica; São José dos Campos
    A desigualdade entre homens e mulheres, embora possua suas próprias configurações, origens, consequências, e desdobramentos se dá, como todas as demais relações sociais, no território. Elemento não apenas articulador, mas constituinte dessas relações, o território traz em si “heranças” de processos de desenvolvimento, emancipatórios ou excludentes. Ao observarmos a constituição territorial histórica do Brasil, fica evidente como esses processos influenciaram sua configuração atual e, ainda, a constituição das condições de vida da população nessas localidades específicas, gerando um desenvolvimento desigual e, muitas vezes, predatório. A população feminina, enquanto possua seus próprios desafios específicos no enfrentamento a adversidades, insere-se nesse contexto em que a localidade, ou mesmo, outras características de identidade específicas, trazem repercussões sobre o acesso a recursos básicos. Nesse estudo hipotético-dedutivo, pretende-se correlacionar o desenvolvimento econômico territorial e a equidade de gênero, abordando, ainda, o contexto histórico de desigualdade dos territórios analisados. Para tal, foi elaborado o Índice de Desenvolvimento da Mulher (IDM), ferramenta para análise estatística construída por meio de estatísticas públicas e com o fim de possibilitar a comparabilidade de forma quantitativa das condições de vida das mulheres e, ainda, a desigualdade de gênero. Considerando-se o desenvolvimento como um processo multiescalar, foram adotadas as escalas de análise para os estados brasileiros, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) e o município de São José dos Campos. Os resultados desse estudo permitem inferir que, enquanto há confluência entre o maior desenvolvimento econômico e o maior acesso a recursos básicos para a população feminina, para a escala estadual foi possível observar que a maior concentração de riqueza esteve em consonância com a maior desigualdade de gênero.
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    A saúde mental das mulheres na busca da conciliação da maternidade no mercado de trabalho
    (2025-12-17) Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Brito, Ana Karina de Castro; Beltrame, Elisabete Cristina Camio; Dias, Giovanna Martins; Fernandes, Ingrid dos Santos; São José dos Campos
    O presente estudo discorre sobre os impactos na saúde mental diante da conciliação da maternidade com a vida profissional, o acúmulo de responsabilidades aliado às pressões sociais diante da figura feminina no ambiente familiar, bem como os desafios que permeiam a participação feminina no mercado de trabalho desencadeia um desgaste físico e emocional recorrente, diante desta problemática. Logo, pretende-se investigar de que maneira a saúde mental da mulher é negativamente impactada neste contexto, assim como indicar políticas, práticas e ações que podem contribuir na redução ou mitigação destas consequências, através de uma análise teórica sobre a inserção feminina no mercado de trabalho e a divisão de responsabilidades domésticas e parentais. Por meio de uma revisão de literatura narrativa, foram considerados estudos recentes que abordam os desafios enfrentados pelas mulheres no ambiente corporativo e a influência da maternidade na construção de suas trajetórias profissionais, com enfoque especial nos aspectos relacionados à saúde mental. Os resultados indicam que, apesar dos avanços na inclusão das mulheres no mercado de trabalho, elas ainda enfrentam desigualdade de gênero em múltiplas dimensões, como a vivência de preconceitos no mundo do trabalho, aliado à concentração dos cuidados com os filhos sobre as mulheres, bem como, a expectativa social de dedicação prioritária ao papel materno. Esses fatores geram conflitos internos e sentimento de culpa, especialmente quando a dedicação ao trabalho é percebida como incompatível com o cuidado materno. Diante disso, destaca-se a necessidade de iniciativas que promovam uma divisão mais equitativa de responsabilidades familiares e condições de trabalho flexíveis. Tais esforços indicados no estudo são essenciais para minimizar os impactos à saúde mental e criar um ambiente mais inclusivo e sustentável para as mães no mercado de trabalho.