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    Dinâmicas de uso e cobertura de terra nas APPs entre diferentes tipologias de propriedades na bacia do rio Paraitinga: 1985 – 2020
    (2023-02-28) Cunha, Clazieli Renata de Paula da; Vogt, Nathan David; Costa, Sandra Maria Fonseca da; Silva, Ramon Felipe Bicudo da; Mendes, Rodolfo Moreda; Toniolo, Maria Angélica; São José dos Campos
    Esse trabalho objetiva compreender as diferentes dinâmicas de uso e ocupação da terra nas APPs da bacia do rio Paraitinga no período de 1985-2020 entre as diferentes tipologias de propriedade rural existentes da bacia do rio Paraitinga, e identificar se as diferentes ocupações na bacia têm impactos diversos na regeneração das áreas definidas como APPs pelo Código Florestal. Para tanto, é feito o agrupamento das atividades declaradas pelos proprietários no CAR em três grupos: Pequenos Proprietários, Novo Rural e Industrial, e a partir dessa nova classificação das atividades são realizadas as análises de uso e cobertura da terra nas APPs da bacia do rio Paraitinga para os anos de 1985, 2000, 2010 e 2020. O principal resultado desse estudo identifica que quando é feita a análise das dinâmicas de uso e ocupação da terra nas APPs por tipologia de propriedade, existem diferenças. Em propriedades de Pequenos Produtores e Novo Rural, as florestas em APPs crescem num ritmo mais lento em relação as propriedades de Industrial, mas mantêm um padrão de uso e cobertura da terra semelhante ao longo das sub-bacias, ainda hoje dominadas por Pastagens e Mosaico de Agricultura e Pastagem. Esse trabalho demonstra a importância de considerar os fatores sociais, como a tipologia de propriedade, nos planos de restauração de florestas e não apenas os fatores físicos. Os resultados trazem evidências que existem diferentes incentivos e motivações para a adesão às ações de restauração. Os resultados sugerem que uma única política pública ou abordagem de restauração não é capaz de incentivar todos os proprietários a restaurar florestas nas APPs.
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    Análise socioambiental para o planejamento de corredores ecológicos na escala regional : estudo de caso na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte - RMVPLN
    (2025-11-14) Toniolo, Maria Angélica; Costa, Sandra Maria Fonseca da; Valério Filho, Mario; Morelli, Ademir Fernando; Barros, Fernanda Cristina de; Vogt, Nathan David; São José dos Campos
    O histórico de ocupação da Mata Atlântica no Brasil foi marcado por grandes taxas de desmatamentos, degradação e fragmentação por meio de variadas atividades socioeconômicas (p. ex. agropecuária, crescimento das cidades, extração de recursos naturais). Para combater o declínio deste bioma, a conservação dos remanescentes florestais passou a ser uma política pública importante para manter a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos providos por ele. Uma das políticas públicas mais eficazes para a conservação, foi o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que viabilizou a criação das Unidades de Conservação (UC) e minimizou os impactos sobre o bioma. No estado de São Paulo, as UCs, apesar de manterem grandes fragmentos florestais, ficaram isoladas uma das outras, não havendo uma conexão entre elas. Os corredores ecológicos são formas de conectar áreas fragmentadas isoladas ou áreas contínuas de habitats naturais, permitindo troca genética, tanto da fauna como da flora, promovendo a saúde dos ecossistemas, a restauração florestal e a sobrevivência das espécies. O objetivo deste estudo foi examinar como os fatores socioeconômicos impactam o uso e a cobertura da terra na bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, no trecho paulista, com foco na área proposta como corredor ecológico pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Corredor Ecológico, sediada em São José dos Campos e como área de estudo, foi escolhida a bacia do rio Paraíba do Sul, no trecho paulista. Foram utilizados dados de uso e ocupação da terra da plataforma Mapbiomas, além dos shapefile dos arquivos de outras instituições (Fundação Florestal, Corredor Ecológico e Instituto Chico Mendes), o que permitiu a comparação das mudanças de cobertura florestal dos anos de 1985 e 2022. Utilizando fatores sociais como as tipologias de propriedades rurais definidas em outros trabalhos (Cunha, 2023), foi possível compreender as diferentes dinâmicas de uso e ocupação da terra nas Áreas de Preservação Permanente. Os principais resultados demonstram que existem áreas mais propícias do que outras para o sucesso de projetos da restauração florestal dentro de corredores ecológicos no Vale do Paraíba Paulista. Os resultados podem subsidiar políticas públicas de conservação e auxiliar os processos de tomada de decisão de órgãos governamentais, ONGs e financiadores interessados nas questões ambientais da região.