Navegando por Assunto "Fibroblastos"
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Item Avaliação dos Efeitos da Fotobiomodulação com LEDs de Diferentes Comprimentos de Onda em Fibroblastos In Vitro(2025-11-26) Pinto, Juliana Guerra; Arisawa, Emília Angela Loschiavo; Soares, Cristina Pacheco; Nicolau, Renata Amadei; Santos, Emília Pio Ferrari dos; Ferreira, Juliana; São José dos CamposA fotobiomodulação (FBM) é uma terapia não invasiva que utiliza luz em diferentes comprimentos de onda para modular processos celulares e estimular a regeneração tecidual. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da irradiação com LED em fibroblastos L929 cultivados in vitro, empregando os comprimentos de onda de 420, 450, 530, 590 e 630 nm, todos aplicados com fluência padronizada de 5 J/cm². As análises incluíram viabilidade celular (azul de Trypan), atividade metabólica (ensaio de MTT), morfologia (Giemsa) e perfil bioquímico (FTIR-ATR), com tratamento estatístico por ANOVA/Tukey (p < 0,05). Os tempos de irradiação variaram conforme o diodo emissor: 420 nm (114 s; 43,7 mW/cm²), 450 nm (149 s; 33,6 mW/cm²), 530 nm (60 s; 83,3 mW/cm²), 590 nm (333 s; 15 mW/cm²) e 630 nm (129 s; 38,6 mW/cm²). Os resultados indicaram respostas distintas conforme o comprimento de onda. O LED de 420 nm reduziu discretamente a atividade metabólica sem comprometer a viabilidade; 450 nm manteve perfil semelhante ao controle, com alterações bioquímicas sutis; 530 nm promoveu aumento significativo da atividade metabólica e padrões compatíveis com estímulo ao reparo celular; 590 nm apresentou efeito inibitório; e 630 nm preservou a viabilidade, com indícios de incremento na síntese proteica. Conclui-se que a resposta dos fibroblastos à FBM é dependente do comprimento de onda e da parametrização utilizada, reforçando a importância da padronização dos parâmetros de irradiação para alcançar efeitos terapêuticos desejáveis sem comprometer a integridade celular. Os achados contribuem para o entendimento dos mecanismos celulares da fotobiomodulação e fornecem suporte para sua aplicação segura e eficaz em protocolos clínicos, especialmente na dermatologia regenerativa.Item Avaliação dos efeitos, em fibroblastos, da irradiação com LED em diferentes comprimentos de onda isolados e combinados(2020-12-10) Ferreira-Strixino, Juliana; Arisawa, Emília Angela Loschiavo; Soares, Cristina Pacheco; Souza, Carla; Barbosa, Lívea Fujita; Ribeiro, Maria Emilia de Oliveira Brenha; Pinto, Juliana Guerra; São José dos CamposDiversos trabalhos no campo da fotobiologia têm focado nos efeitos, na pele, da luz visível, compreendida entre 400 –700 nm. Dentre os comprimentos de onda mais estudados, estão o azul (em torno de 455 nm) e vermelho (em torno de 630 nm), para os quais já foram descritos benefícios tanto no tratamento de patologias, como acne, quanto para efeitos anti-envelhecimento, estimulando a expressão de proteínas relacionadas à manutenção da estrutura da pele. O uso combinado dos diferentes comprimentos de onda, no entanto, ainda não foi explorado, apesar de já existirem equipamentos com esta característica em uso tanto por médicos quanto consumidores. O objetivo deste trabalho foi aprofundar o conhecimento na combinação de três diferentes comprimentos de onda: região de 525 nm (luz verde), 630 nm(luz vermelha) e 455 nm (luz azul). A primeira etapa consistiu na idealização, montagem e testagem da operação de um aparato para irradiação, pois não há disponível comercialmente para estudos in vitro. O aparato foi construído e apresentou-se preciso na irradiação dentro dos comprimentos de onda de interesse. Para ele, foi solicitado um Registro de Software, já concedido, e também depositada uma Patente de Invenção. Os efeitos da irradiação foram caracterizados sob três aspectos: 1) citotoxicidade, por meio de ensaios de exclusão por azul de Trypan e micronúcleo; 2) formação de radicais livres, pelo marcador H2DCF-DA e, 3) análise do conteúdo proteico, pelo SDS-PAGE. Três fluências foram testadas: 80 J/cm2, 40 J/cm2e 4 J/cm2. A fluência80 J/cm2apresentou mortalidade celular em torno de 11%e foi excluída. A fluência de 40 J/cm2apresentou resultados similares ao controle negativo nos ensaios de Micronúcleo e Formação de Espécies Reativas de Oxigênio, sendo a escolhida para análise do conteúdo proteico. Neste, foram encontradas bandas referentes à colágeno, laminina e elastina, além de metaloproteinases de matriz e fatores de crescimento de fibroblasto (FGF). O colágeno I foi positivamente regulado pelo LED vermelho, mas negativamente pelo LED verde. Para Laminina, não foram encontradas diferenças qualitativas entre os grupos. Demonstrou-se diminuição de MMP-1 nas condições onde havia incidência de luz vermelha corroborando os achados de literatura, além de diminuição na expressão de MMP-7 e MMP-14, resultados ainda não descritos. Para FGF demonstrou-se, pela primeira vez, possível efeito inibitório do LED verde. Já o LED vermelho, por sua vez, apresentou-se similar ao controle, diferentemente do descrito em literatura, muito provavelmente devido à compensação do efeito dos LEDs verde e azul. Conclui-se que a interação entre os diferentes comprimentos de onda pode levar a interferências nos resultados, como é o caso da expressão de FGF sendo afetada pela irradiação conjunta com outros LEDs. Sugere-se uso de marcadores específicos e técnicas quantitativas para confirmação destes achados.Item Efeito sinérgico da fotobiomodulação com LED 660 E 850 nm em células L929 induzidas ao estresse oxidativo com peróxido de hidrogênio(2025-09-09) Soares, Luís Eduardo Silva; Arisawa, Emília Angela Loschiavo; Oliveira, Luciane Dias de; Segismondi, Larissa Cavallieri; Soares, Cristina Pacheco; São José dos CamposA pele está constantemente exposta a agressões externas, tornando-se um alvo para a geração excessiva de espécies reativas de oxigênio (ROS), que induzem danos oxidativos principalmente na região dérmica. A fotobiomodulação (FBM) mostra-se uma terapia eficiente para biomodulação de sistemas biológicos, capaz de modular processos oxidativos e inflamatórios. No presente estudo, buscou-se elucidar o possível efeito fotoprotetor in vitro da aplicação simultânea da FBM com LED 660 e 850 nm em células fibroblásticas L929 diante do tratamento com peróxido de hidrogênio como modelo de estresse oxidativo. Os fibroblastos foram pré-irradiados com LED e em seguida incubados com 200 µM de H2O2 diluído em meio de cultura pelo período de 3 horas. Após 24 horas dos tratamentos, foram observadas alterações quanto à atividade mitocondrial pelo ensaio colorimétrico Alamar Blue e quanto à morfologia celular por microscopia invertida. Também foi realizada a marcação de mitocôndrias e núcleos em células vivas por fluorescência utilizando Tetrametilrodamina (TMRM) e Tricloridrato de bisbenzimida (HOESCHT), além da detecção de ROS por fluorescência utilizando CellRox Orange. Os resultados obtidos indicam que o pré-tratamento com LED promove aumento da atividade mitocondrial, do potencial da membrana mitocondrial, redução da geração de ROS intracelular e induz alterações morfológicas nas células. Dessa maneira, conclui-se que o sinergismo entre os LEDs 660 e 850 nm exerce efeito protetor contra a ação do H2O2 em células fibroblásticas L929, demonstrando que a FBM pode ser utilizada para auxiliar a prevenir e mitigar danos oxidativos.