Mudanças de uso e cobertura da terra e serviços ecossistêmicos em paisagens socioecológicas a partir da percepção de proprietários rurais: análise e comparativa entre sub-bacias
| dc.contributor.advisor | Toniolo, Maria Angélica | |
| dc.contributor.author | Silva, Oscarina Teodora Prado Santos | |
| dc.contributor.coadvisor | Vogt, Nathan David | |
| dc.contributor.event2 | São José dos Campos | |
| dc.contributor.referee | Costa, Sandra Maria Fonseca da | |
| dc.contributor.referee | Valério Filho, Mario | |
| dc.contributor.referee | Morelli, Ademir Fernando | |
| dc.contributor.referee | Oliveira, Rogério Ribeiro | |
| dc.date.accessioned | 2025-12-10T18:24:01Z | |
| dc.date.available | 2025-12-10T18:24:01Z | |
| dc.date.issued | 2025-09-22 | |
| dc.description.abstract | Esta Tese investiga as transformações no uso e na cobertura da terra ao longo das últimas quatro décadas em cinco sub-bacias hidrográficas localizadas no município de Paraibuna, na região do Vale do Paraíba Paulista: Pinhal, Fartura, Remedinho, Paraitinguinha e Itapeva. O objetivo central foi compreender como essas mudanças influenciam a provisão de serviços ecossistêmicos a partir da percepção dos proprietários rurais. A pesquisa parte do pressuposto de que as dinâmicas socioeconômicas, políticas e históricas que moldam o território resultam em diferentes estratégias de manejo da terra, com impactos diretos sobre a resiliência ecológica e o bem-estar das comunidades rurais. A metodologia adotada combina análise espacial e temporal de dados do MapBiomas (coleções 1985–2022), para identificar e quantificar as alterações no uso e cobertura do solo, com uma pesquisa de campo baseada em questionários semiestruturados aplicados a 16 proprietários e gestores rurais locais. Essa abordagem mista permitiu integrar dados quantitativos com percepções qualitativas, articulando o mapeamento das transformações da paisagem com os saberes e vivências dos atores sociais diretamente envolvidos na gestão do território. Os resultados sugerem a existência de um padrão de transição no uso e cobertura da terra, com indícios de substituição de áreas de vegetação florestal por monoculturas de pastagem e/ou silvicultura. Essa dinâmica tem sido percebida localmente como geradora de impactos contrastantes sobre os serviços ecossistêmicos. Em relatos e observações dos moradores, áreas com maior diversidade funcional são associadas a benefícios como melhor regulação hídrica, conservação do solo e suporte à biodiversidade. Por outro lado, territórios com predomínio de monoculturas foram frequentemente relacionados a sinais de degradação ambiental, como perda de biodiversidade funcional, pressão sobre os recursos hídricos e aumento da insegurança hídrica. Ressalta-se, contudo, que essas percepções devem ser analisadas à luz de suas condições socioterritoriais e da subjetividade inerente às experiências locais, não sendo necessariamente generalizáveis a outras realidades. As percepções dos moradores locais revelam mudanças no uso da terra que corroboram tendências já discutidas na literatura sobre paisagens socioecológicas, especialmente no que diz respeito à intensificação produtiva e à simplificação dos sistemas agroecológicos. Há um reconhecimento recorrente de que a substituição de vegetação nativa por monoculturas – como pastagens extensivas e silvicultura – tem gerado impactos negativos perceptíveis, como o aumento da compactação do solo, diminuição da infiltração de água e redução da diversidade de espécies, tanto vegetais quanto animais. Tais alterações são frequentemente associadas a maior vulnerabilidade hídrica e à degradação de nascentes. Por outro lado, também foram identificadas experiências locais positivas, ligadas à adoção de práticas conservacionistas e manejos integrados, como o plantio consorciado, a recuperação de matas ciliares e a contenção de processos erosivos, que contribuem para o fortalecimento da resiliência ambiental e social das sub-bacias. Essas experiências, ainda que pontuais, demonstram o potencial de estratégias baseadas no conhecimento ecológico local para promover a sustentabilidade em contextos rurais. A análise das sub-bacias estudadas revela que a sustentabilidade territorial está fortemente associada à presença de políticas públicas que reconhecem e valorizam práticas locais de conservação e produção. Constatou-se que em áreas onde programas como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o PRONAF estão ativos e articulados com organizações locais, há maior manutenção da vegetação nativa, uso mais racional dos recursos hídricos e diversificação produtiva. Tais políticas têm contribuído para fortalecer a agricultura familiar, incentivar práticas agroecológicas e promover a recuperação de áreas degradadas, evidenciando impactos positivos na provisão de serviços ecossistêmicos. Em contraste, nas sub-bacias com menor presença dessas iniciativas, predominam sistemas produtivos baseados na monocultura e no uso intensivo de insumos, com impactos negativos mais visíveis sobre a qualidade da água, o solo e a biodiversidade. Conclui-se, portanto, que políticas públicas integradas e territorializadas, que conciliem conservação ambiental e viabilidade econômica com base nas potencialidades e saberes locais, são decisivas para a resiliência socioecológica dessas paisagens. | |
| dc.description.abstract2 | This thesis investigates land use and land cover changes over the past four decades in five sub- basins located in the municipality of Paraibuna, in the Paraíba Valley region of São Paulo State: Pinhal, Fartura, Remedinho, Paraitinguinha, and Itapeva. The main objective was to understand how these changes influence the provision of ecosystem services from the perspective of rural landowners. The research is based on the assumption that socioeconomic, political, and historical dynamics shaping the territory result in different land management strategies, with direct impacts on ecological resilience and the well-being of rural communities. The methodology combined spatial and temporal analysis of MapBiomas data (1985–2022 collections), used to identify and quantify land use and cover changes, with field research based on semi-structured questionnaires applied to 16 local landowners and rural managers. This mixed-method approach enabled the integration of quantitative data with qualitative perceptions, linking landscape transformation mapping with the knowledge and lived experiences of social actors directly involved in territorial management. The results suggest the existence of a transition pattern in land use and cover, with evidence of replacement of forested areas by pasture monocultures and/or silviculture. Locally, this dynamic has been perceived as generating contrasting impacts on ecosystem services. According to residents’ reports and observations, areas with greater functional diversity are associated with benefits such as improved water regulation, soil conservation, and biodiversity support. On the other hand, territories dominated by monocultures were frequently linked to signs of environmental degradation, such as loss of functional biodiversity, pressure on water resources, and increased water insecurity. It is important to highlight, however, that these perceptions must be analyzed in light of their socioterritorial conditions and the subjectivity inherent to local experiences, and are not necessarily generalizable to other contexts. Local perceptions reveal land use changes that corroborate trends already discussed in the literature on socioecological landscapes, especially regarding productive intensification and the simplification of agroecological systems. There is a recurring recognition that the replacement of native vegetation by monocultures—such as extensive pastures and silviculture—has generated perceptible negative impacts, including increased soil compaction, decreased water infiltration, and reduced species diversity, both plant and animal. Such alterations are often associated with greater water vulnerability and the degradation of springs. On the other hand, positive local experiences were also identified, related to the adoption of conservationist and integrated practices, such as intercropping, riparian forest restoration, and erosion control. These practices contribute to strengthening the environmental and social resilience of the sub-basins. Although localized, they demonstrate the potential of strategies based on local ecological knowledge to foster sustainability in rural contexts. The analysis of the studied sub-basins reveals that territorial sustainability is strongly associated with the presence of public policies that recognize and value local conservation and production practices. It was observed that in areas where programs such as Payment for Ecosystem Services (PES), the National School Feeding Program (PNAE), and PRONAF are active and articulated with local organizations, there is greater maintenance of native vegetation, more rational use of water resources, and productive diversification. Such policies have contributed to strengthening family farming, encouraging agroecological practices, and promoting the recovery of degraded areas, showing positive impacts on the provision of ecosystem services. In contrast, in sub-basins with weaker presence of these initiatives, productive systems are predominantly based on monocultures and intensive use of inputs, with more visible negative impacts on water, soil, and biodiversity quality. It is concluded, therefore, that integrated and place-based public policies that reconcile environmental conservation and economic viability, grounded in local potentialities and knowledge, are decisive for the socioecological resilience of these landscapes. | |
| dc.description.physical | 161 p. | |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | |
| dc.format.mimetype | ||
| dc.identifier.affiliation | Universidade do Vale do Paraíba | |
| dc.identifier.affiliation | Universidade do Vale do Paraíba | |
| dc.identifier.affiliation | Universidade do Vale do Paraíba | |
| dc.identifier.affiliation | Universidade do Vale do Paraíba | |
| dc.identifier.affiliation | Universidade do Vale do Paraíba | |
| dc.identifier.affiliation | Universidade do Vale do Paraíba | |
| dc.identifier.affiliation | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro | |
| dc.identifier.bibliographicCitation2 | SILVA, Oscarina Teodora Prado Santos. Mudança do uso da terra e serviços ecossistêmicos em paisagens socioecológicas: percepção de proprietários rurais em Sub-Bacias de Paraibuna, SP. São José dos Campos, SP, 2025. 161 f.; PDF. Tese (Doutorado em Planejamento Urbano e Regional) - Universidade do Vale do Paraíba, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, São José dos Campos/SP, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.univap.br/handle/123456789/1051 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.publisher.country | Brasil | |
| dc.publisher.initials | UNIVAP | |
| dc.publisher.institution | UNIVAP | |
| dc.publisher.program | Doutorado em Planejamento Urbano e Regional | |
| dc.publisher.spatial | São José dos Campos | |
| dc.subject.keyword | Planejamento urbano e regional | |
| dc.subject.keyword | Ambiente | |
| dc.subject.keyword | Hidrografia | |
| dc.subject.keyword | Mudanças climáticas | |
| dc.subject.keyword | Eventos extremos | |
| dc.title | Mudanças de uso e cobertura da terra e serviços ecossistêmicos em paisagens socioecológicas a partir da percepção de proprietários rurais: análise e comparativa entre sub-bacias | |
| dc.title.alternative | Land use change and ecosystem services in socio-ecological landscapes: perceptions of rural landowners in Sub-Basins of Paraibuna, SP | |
| dc.type | Tese |