Punica granatum L. vs. Staphylococcus aureus: O duelo natural contra as superbactérias

Data

2025

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Resumo

A resistência bacteriana aos antibióticos tem se tornado um problema de saúde pública global, dificultando o tratamento de infecções causadas por microrganismos multirresistentes. Entre esses patógenos, destaca-se o Staphylococcus aureus, uma bactéria Gram-positiva responsável por diversas infecções, desde quadros leves até doenças graves e de difícil tratamento. Diante da crescente preocupação com a ineficácia dos fármacos convencionais, a busca por alternativas terapêuticas naturais tem sido uma estratégia promissora. A Punica granatum L. (Punicaceae), popularmente conhecida como romã, é uma planta amplamente utilizada na medicina tradicional, cujos extratos apresentam potenciais propriedades antimicrobianas. Este trabalho tem como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana do extrato aquoso e hidroalcoólico da casca da romã sobre cepa de Staphylococcus aureus, a fim de investigar sua viabilidade como alternativa aos antibióticos convencionais. Os extratos foram submetidos a testes de antibiograma utilizando o método de difusão em ágar. Os discos impregnados com os extratos foram aplicados em placas contendo meio de cultura e as bactérias, sendo posteriormente incubadas a 37°C por 24 horas. A presença de halos de inibição foi mensurada, permitindo a avaliação da eficácia dos extratos na inibição do crescimento bacteriano. Os resultados demonstram a formação de halos inibitórios ao redor dos discos contendo os extratos, tanto aquoso quanto o hidroalcoólico, da casca da romã, indicando sua atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus. A constatação de halos de inibição para os extratos aquoso e hidroalcoólico sugere que diferentes métodos de extração podem preservar ou potencializar a ação dos princípios ativos da planta. Dessa forma, a Punica granatum pode representar uma alternativa promissora no desenvolvimento de terapias complementares ou adjuvantes no combate a infecções por S. aureus, especialmente diante do cenário crescente de resistência bacteriana. No entanto, recomenda-se que pesquisas futuras incluam análises químicas detalhadas, padronização das concentrações e testes in vivo para comprovar a eficácia e segurança de seu uso.


Descrição

Citação