Estudo sobre a relação entre transtorno do espectro autista e envelhecimento: características e ações de cuidado

dc.contributor.advisorCosta, Rodney Querino Ferreira da
dc.contributor.authorGonzaga, Ana Clara Braga
dc.contributor.authorGusmão, Rafaela do Val
dc.contributor.event2São José dos Campos
dc.contributor.refereeStrauss, Christiana Villela de Andrade
dc.contributor.refereeLuizari, Denise Cristina Miquelotte
dc.date.accessioned2026-07-17T17:29:30Z
dc.date.available2026-07-17T17:29:30Z
dc.date.issued2025-06-18
dc.description.abstractO transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por comprometimento no ato de se comunicar e na interação social. Acredita-se que pessoas que possuem o transtorno podem vir a sofrer impactos físicos, emocionais e sociais no processo de envelhecimento. No presente projeto pretende-se investigar estes impactos e discorrer sobre o papel do psicólogo neste contexto, levando também em consideração a vulnerabilidade causada por estes impactos, e a escassez de estudos sobre o tema, que o tornam ainda mais urgente. Para tanto, foi realizada uma pesquisa exploratória de revisão de literatura narrativa. O TEA é de manifestações variadas, mas tendo as intervenções adequadas como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), podem promover maior autonomia e qualidade de vida. A compreensão das particularidades do desenvolvimento autista é fundamental para estratégias de apoio individualizadas, desde a infância até a vida adulta. A relação do TEA e o envelhecimento é escasso de pesquisas atualmente, mas as evidências indicam desafios específicos, como perda de autonomia, declínio cognitivo e maior prevalência de comorbidades (ansiedade, depressão e distúrbios do sono). Idosos autistas enfrentam dificuldades acentuadas em adaptação social, regulação emocional e acesso a serviços de saúde, agravadas pela falta de políticas públicas e profissionais capacitados. Apesar da escassez de pesquisas sobre autismo no envelhecimento, evidências apontam desafios específicos nessa fase, os idosos com TEA enfrentam maior redução de autonomia devido a déficits cognitivos (memória, flexibilidade mental) e emocionais, agravando dificuldades de adaptação a mudanças. Comparados ao envelhecimento típico, acabam apresentando o isolamento social, a prevalência de ansiedade, depressão e risco elevado de comorbidades físicas (distúrbios do sono, em 82% dos casos, epilepsia e problemas gastrointestinais), a hipersensibilidade sensorial e a rigidez comportamental complicam ainda mais o acesso a serviços de saúde. O papel do psicólogo é central nesse processo, tanto na avaliação diagnóstica quanto no suporte terapêutico, visando mitigar os impactos do envelhecimento nessa população negligenciada. O aumento da expectativa de vida de pessoas com TEA trouxe novos desafios, já que a atenção historicamente focada em crianças e adolescentes agora precisa se estender a adultos e idosos no espectro. Embora avanços na pesquisa e nos serviços de saúde tenham melhorado as condições de vida dessa população, muitos ainda envelhecem sem diagnóstico ou suporte adequado, enfrentando dificuldades como vulnerabilidade emocional, adaptação a mudanças e maior incidência de comorbidades psiquiátricas e neurodegenerativas. O envelhecimento no TEA possui a demanda de uma abordagem multidisciplinar integrada, combinando um diagnóstico preciso, intervenções personalizadas e suporte contínuo para pacientes e cuidadores. A atuação do psicólogo, aliada a políticas públicas inclusivas, é fundamental para assegurar dignidade, autonomia e qualidade de vida nessa fase da vida.
dc.description.abstract2Autism spectrum disorder (ASD) is a neurodevelopmental disorder characterized by impaired communication and social interaction. It is believed that people with the disorder may suffer physical, emotional, and social impacts during the aging process. This project aims to investigate these impacts and discuss the role of the psychologist in this context, also taking into account the vulnerability caused by these impacts and the scarcity of studies on the subject, which makes it even more urgent. To this end, an exploratory research of narrative literature review was carried out. ASD has varied manifestations, but with appropriate interventions such as Applied Behavior Analysis (ABA), it can promote greater autonomy and quality of life. Understanding the particularities of autistic development is essential for individualized support strategies, from childhood to adulthood. The relationship between ASD and aging is currently scarce in research, but evidence indicates specific challenges, such as loss of autonomy, cognitive decline, and higher prevalence of comorbidities (anxiety, depression, and sleep disorders). Elderly people with autism face significant difficulties in social adaptation, emotional regulation and access to health services, aggravated by the lack of public policies and trained professionals. Despite the scarcity of research on autism in aging, evidence points to specific challenges at this stage. Elderly people with ASD face a greater reduction in autonomy due to cognitive (memory, mental flexibility) and emotional deficits, aggravating difficulties in adapting to changes. Compared to typical aging, they end up presenting social isolation, prevalence of anxiety, depression and a high risk of physical comorbidities (sleep disorders, in 82% of cases, epilepsy and gastrointestinal problems). Sensory hypersensitivity and behavioral rigidity further complicate access to health services. The role of the psychologist is central in this process, both in the diagnostic assessment and in therapeutic support, aiming to mitigate the impacts of aging in this neglected population. The increase in life expectancy of people with ASD has brought new challenges, since the care historically focused on children and adolescents now needs to be extended to adults and elderly people on the spectrum. Although advances in research and health services have improved the living conditions of this population, many still age without diagnosis or adequate support, facing difficulties such as emotional vulnerability, adaptation to changes and a higher incidence of psychiatric and neurodegenerative comorbidities. Aging in ASD requires an integrated multidisciplinary approach, combining accurate diagnosis, personalized interventions and ongoing support for patients and caregivers. The work of the psychologist, combined with inclusive public policies, is essential to ensure dignity, autonomy and quality of life at this stage of life.
dc.description.physical40 p.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.urihttps://repositorio.univap.br/handle/123456789/1278
dc.language.isopt_BR
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentBacharelado em Psicologia
dc.publisher.initialsUNIVAP
dc.publisher.institutionUniversidade do Vale do Paraíba
dc.referencesGONZAGA, Ana Clara Braga; GUSMÃO, Rafaela do Val. Estudo sobre a relação entre transtorno do espectro autista e envelhecimento: características e ações de cuidado São José dos Campos 2025. São José dos Campos, SP, 2025. 40 f.; 1 PDF. Trabalho de graduação (Psicologia) - Universidade do Vale do Paraíba, Faculdade de Educação e Artes, São José dos Campos/SP, 2025
dc.subject.keywordPsicologia
dc.subject.keywordTranstornos do espectro autista
dc.subject.keywordEnvelhecimento
dc.titleEstudo sobre a relação entre transtorno do espectro autista e envelhecimento: características e ações de cuidado
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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