Trabalho de Graduação/TCC
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Item Análise social dos fatores que influenciam o desenvolvimento infantil e sua relação com a manifestação do Transtorno de Personalidade Antissocial(2025-12-08) Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Terra-Candido, Bruna Mares; Olímpio, Stefani Cristina Pereira; Ferreira, Tatiane Gavazzi de Campos; São José dos CamposEsta pesquisa investigou a relação entre o desenvolvimento da personalidade na infância, as influências socioculturais e a manifestação de comportamentos associados ao Transtorno de Personalidade Antissocial, com base na Psicologia Histórico-Cultural. Ressalta-se que essa pesquisa não teve como foco a discussão sobre o diagnóstico clínico, mas sim a compreensão dos fatores socioculturais, que podem ter contribuído para a formação do sujeito e modos de funcionamento ao longo do desenvolvimento humano. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão de literatura narrativa, de abordagem qualitativa, que utilizou produções científicas disponíveis em bases como SciELO, Google Acadêmico, Pepsic e PubMed, selecionadas por descritores relacionados ao desenvolvimento infantil, Psicologia Histórico-Cultural e transtornos de comportamento. Com a análise realizada, foi possível verificar que, para prevenção da manifestação do Transtorno de Personalidade Antissocial, os principais fatores de proteção durante a infância estão relacionados à qualidade das interações estabelecidas. Ambientes acolhedores e saudáveis, a presença de figuras de cuidado estáveis e responsáveis, bem como o suporte oferecido pelo ambiente escolar, mostram-se fundamentais para a formação de vínculos seguros e para o desenvolvimento saudável da personalidade. Além disso, a literatura aborda que quando o Transtorno de Personalidade Antissocial é identificado, algumas intervenções se mostraram eficazes na redução de comportamentos de risco, tais como a inserção em atividades sociais, a participação em programas de reabilitação em ambientes institucionais, o uso de recursos farmacológicos, o fortalecimento de políticas públicas e a implementação de intervenções psicossociais, educativas e ocupacionais.Item Influência dos padrões culturais de beleza na autoestima e seus impactos na saúde mental de estudantes universitários(2025-12-15) Serpa, Fabíola Alvares Garcia; Strauss, Cristiana Vlela deAndrade; Melo, Thamires Vieira Martins de; Tavares, Kallani Vitor Felix; Kumisaki, Larissa Aiko Silva; Silva, Luisa Emilie Tavares da; São José dos CamposEste trabalho tem como objetivo analisar a influência dos padrões culturais de beleza na autoestima e seus impactos na saúde mental de estudantes universitários. A vida acadêmica é um período de intensas mudanças, marcado por desafios emocionais e sociais que podem agravar questões relacionadas à autoimagem e ao bem-estar psicológico. A disseminação de ideais estéticos por meio das redes sociais, como Instagram e TikTok, tem contribuído para a internalização de padrões de beleza irreais, promovendo a insatisfação corporal e a diminuição da autoestima. A metodologia utilizada foi uma revisão narrativa da literatura, com base em artigos científicos, dissertações, teses e livros publicados entre 2015 e 2025. Os resultados indicam uma forte correlação entre o consumo de conteúdo nas redes sociais, a insatisfação com a imagem corporal e o surgimento de sintomas como ansiedade e depressão. Estudos recentes mostram que níveis reduzidos de autoestima estão associados a maior prevalência de Transtornos Mentais Comuns, como depressão, ansiedade, irritabilidade e insônia, enquanto níveis elevados de autoestima atuam como fator protetivo, promovendo maior bem-estar psicológico. Além disso, evidências indicam que a autoestima influencia o rendimento acadêmico, sendo preditora do engajamento e da confiança dos estudantes em suas capacidades. O estudo destaca a necessidade de ações educativas e políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental, valorização da diversidade corporal e uso consciente das mídias sociais, especialmente no contexto universitário. Conclui-se que promover a saúde mental no ensino superior requer reconfigurar a relação dos estudantes com o ambiente digital, fortalecendo a autoestima e ampliando a valorização da diversidade corporal. Assim, é possível transformar as redes em espaços de pertencimento e reconhecimento mais saudáveis.Item O Transtorno de Personalidade Borderline na literatura psicológica e psiquiátrica: história, diagnóstico e implicações clínicas(2025-12-09) Guadagnin, Eduardo; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Costa, Rodney Querino Ferreira da; Bersaneti, Giovanna Mazzaferro; São José dos CamposO Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um diagnóstico psiquiátrico marcado por instabilidade emocional, impulsividade e dificuldades nas relações interpessoais. Este trabalho de conclusão de curso, do tipo revisão bibliográfica narrativa, tem como objetivo discutir o TPB para além da noção de transtorno como mera disfunção individual, considerando a articulação entre seus determinantes históricos, sociais, afetivos e biológicos. A pesquisa foi conduzida por meio de análise de conteúdo e de discurso, aplicadas aos materiais bibliográficos e científicos selecionados, utilizando fontes científicas nacionais e internacionais, bem como produções teóricas e audiovisuais que permitiram situar a construção histórica dos transtornos mentais. Essa combinação metodológica possibilitou não apenas organizar e interpretar os conteúdos, mas também refletir de forma crítica sobre os contextos históricos e socioculturais que permeiam a produção de conhecimento sobre o transtorno. Identificam-se ligações entre o diagnóstico de TPB e experiências precoces de trauma, negligência emocional e vínculos afetivos desestruturados, elementos que fragilizam os processos de autorregulação e de constituição do self. Nesse contexto, torna-se fundamental discutir o conceito de recuperação no TPB. A recuperação não deve ser entendida como a eliminação total dos sintomas, mas como um processo contínuo e multifacetado que envolve a redução do sofrimento, o fortalecimento da autoestima, a construção de relações interpessoais mais estáveis, a participação social ativa e a retomada de projetos de vida significativos. Trata-se, portanto, de um movimento de reconstrução da identidade e de ressignificação das experiências pessoais, que vai além do manejo de crises, buscando promover autonomia, esperança e qualidade de vida. A partir da articulação entre esses eixos, o trabalho busca contribuir para um entendimento mais amplo do TPB, que considere os contextos subjetivos, as trajetórias de vida e os atravessamentos subjetivos socioculturais implicados na construção do diagnóstico.Item Entre o Àiyé e o Orum: um estudo etnográfico sobre a fé(2025-12-17) Maciel, Lidiane Maria; Lima, Viviana Mendes; Oliveira, Felipe; Rosseti, Bianca Teizen; Silva, Cristiano Sousa Bueno; Britto, Ana Karina de Castro; São José dos CamposO presente trabalho busca compreender, à luz da logoterapia de Viktor Frankl, como a religiosidade e o culto aos ancestrais na Umbanda influenciam a construção de sentido e subjetividade dos sujeitos praticantes. Utilizamos o método etnográfico para analisar os significados atribuídos à fé, aos rituais e às experiências comunitárias vivenciadas no terreiro, situado na zona sul de São José dos Campos (SP). Para tal, traçamos uma análise histórica da formação da Umbanda, desde suas raízes nos Calundus, passando pelo Candomblé, Cabula e Macumba carioca, até sua consolidação como religião sincrética e essencialmente brasileira. A investigação também aborda a intolerância religiosa no Brasil como expressão do racismo religioso, demonstrando como o Estado e setores da sociedade civil contribuíram historicamente para a marginalização das práticas de matriz africana. A partir da perspectiva existencial da logoterapia, podemos observar a espiritualidade como dimensão constitutiva da experiência humana, sendo capaz de fornecer estrutura psíquica e sentido diante do sofrimento. Nesse contexto, compreendemos a Umbanda como espaço de autotranscendência, onde os ritos, a mediunidade e a convivência comunitária promovem cura, pertencimento e fortalecimento identitário. Os dados etnográficos coletados indicam que o terreiro funciona como um "pedaço" e um "circuito" no espaço urbano, constituindo uma rede de afetos e práticas religiosas que integram tradição e transformação. O perfil dos frequentadores revela trajetórias diversas unificadas pela busca por acolhimento espiritual. Dessa forma, contribui para a ampliação do debate sobre espiritualidade na psicologia e para o reconhecimento das religiões afro-brasileiras como fontes legítimas de sentido e cuidado existencial.Item Autismo para além da patologização: contribuições da teoria Histórico-Cultural à construção de uma perspectiva crítica(2025-12-02) Terra-Candido, Bruna Mares; Guadagnin, Eduardo; Toledo, Lívia Gonsalves; Amaral, Leonardo Augusto Franco do; Canônico, Maria Fernanda Nowotny; Tolgyesi, Rafael Fernandez; São José dos CamposEste estudo busca contrapor a concepção hegemônica do autismo, ancorada no modelo biomédico, à uma perspectiva crítica a partir da Teoria Histórico-Cultural (THC). Mediante revisão narrativa da literatura, analisa-se a constituição histórica do modelo biomédico, como ele influenciou e influencia no percurso do autismo – na construção de seu significado e modelo de intervenção – no decorrer da história através dos Manuais Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e suas consequências sociais. Em seguida, através da THC e o materialismo histórico dialético, busca-se redefinir o sentido e significado do autismo a partir de contribuições de autores clássicos aos mais atuais como um fenômeno sociocultural, enfatizando a interdependência entre biologia, contexto histórico e mediações ambientais na constituição subjetiva. Levanta-se a importância de se pensar como pode se dar o desenvolvimento atípico a partir da THC, e possíveis intervenções. Por fim, salienta-se a necessidade de uma psicologia engajada e alinhada ao modelo social de deficiência – que priorize alteridade, singularidade e inclusão social – com uma atuação do psicólogo que seja ética, crítica e revolucionária com o comprometimento de pensar nas mudanças necessárias para colocar em prática uma sociedade mais igualitária, justa, inclusiva e que promova a equidade.Item Estudo sobre a relação entre transtorno do espectro autista e envelhecimento: características e ações de cuidado(2025-06-18) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Gonzaga, Ana Clara Braga; Gusmão, Rafaela do Val; São José dos CamposO transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por comprometimento no ato de se comunicar e na interação social. Acredita-se que pessoas que possuem o transtorno podem vir a sofrer impactos físicos, emocionais e sociais no processo de envelhecimento. No presente projeto pretende-se investigar estes impactos e discorrer sobre o papel do psicólogo neste contexto, levando também em consideração a vulnerabilidade causada por estes impactos, e a escassez de estudos sobre o tema, que o tornam ainda mais urgente. Para tanto, foi realizada uma pesquisa exploratória de revisão de literatura narrativa. O TEA é de manifestações variadas, mas tendo as intervenções adequadas como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), podem promover maior autonomia e qualidade de vida. A compreensão das particularidades do desenvolvimento autista é fundamental para estratégias de apoio individualizadas, desde a infância até a vida adulta. A relação do TEA e o envelhecimento é escasso de pesquisas atualmente, mas as evidências indicam desafios específicos, como perda de autonomia, declínio cognitivo e maior prevalência de comorbidades (ansiedade, depressão e distúrbios do sono). Idosos autistas enfrentam dificuldades acentuadas em adaptação social, regulação emocional e acesso a serviços de saúde, agravadas pela falta de políticas públicas e profissionais capacitados. Apesar da escassez de pesquisas sobre autismo no envelhecimento, evidências apontam desafios específicos nessa fase, os idosos com TEA enfrentam maior redução de autonomia devido a déficits cognitivos (memória, flexibilidade mental) e emocionais, agravando dificuldades de adaptação a mudanças. Comparados ao envelhecimento típico, acabam apresentando o isolamento social, a prevalência de ansiedade, depressão e risco elevado de comorbidades físicas (distúrbios do sono, em 82% dos casos, epilepsia e problemas gastrointestinais), a hipersensibilidade sensorial e a rigidez comportamental complicam ainda mais o acesso a serviços de saúde. O papel do psicólogo é central nesse processo, tanto na avaliação diagnóstica quanto no suporte terapêutico, visando mitigar os impactos do envelhecimento nessa população negligenciada. O aumento da expectativa de vida de pessoas com TEA trouxe novos desafios, já que a atenção historicamente focada em crianças e adolescentes agora precisa se estender a adultos e idosos no espectro. Embora avanços na pesquisa e nos serviços de saúde tenham melhorado as condições de vida dessa população, muitos ainda envelhecem sem diagnóstico ou suporte adequado, enfrentando dificuldades como vulnerabilidade emocional, adaptação a mudanças e maior incidência de comorbidades psiquiátricas e neurodegenerativas. O envelhecimento no TEA possui a demanda de uma abordagem multidisciplinar integrada, combinando um diagnóstico preciso, intervenções personalizadas e suporte contínuo para pacientes e cuidadores. A atuação do psicólogo, aliada a políticas públicas inclusivas, é fundamental para assegurar dignidade, autonomia e qualidade de vida nessa fase da vida.Item Estudo sobre o impacto das telas na agressividade infantil(2025-12-05) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Britto, Ana Karina de Castro; Ribeiro, Débora Inácia; Silva, Beatriz Lauren; Abreu, Giovanna Moraes de; Ribeiro, Maria Luiza Braga de Lima; São José dos CamposO presente trabalho buscou investigar os possíveis impactos do uso das telas (dispositivos de uso doméstico como telefones celulares, televisões e tablets) sobre a agressividade infantil, embasados em pesquisas de revisão de literatura. Com base nisto, foram examinados estudos dos principais teóricos sobre a agressividade, dando enfoque na investigação através do uso tecnológico juntamente ao desenvolvimento infantil, como síntese para a discussão dos respectivos impactos psíquicos decorrentes do uso de telas. A análise de dados foi feita através de uma revisão de literatura narrativa, permitindo uma perspectiva de possíveis resultados decorrentes do uso excessivo de telas. A literatura pesquisada apontou que o uso excessivo das telas na infância impacta o desenvolvimento cognitivo, podendo comprometer seu desenvolvimento emocional e favorecendo o predomínio de comportamentos disfuncionais, necessitando de uma atuação do psicólogo juntamente aos cuidadores e responsáveis.Item Intersecção entre psicologia, estruturas de poder e comunicação não violenta no contexto familiar(2025-12-04) Toledo, Lívia Gonsalves; Britto, Ana Karina de Castro; Beltrame, Elisabete Cristina Camio; Silva, Guilherme Zaleschi Arcanjo da; Castro, Roberta Marques Lemes; São José dos CamposO presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo compreender de que modo a Comunicação Não Violenta (CNV), enquanto instrumento de intervenção psicológica, pode contribuir para transformar as dinâmicas de poder no contexto familiar, promovendo relações mais éticas, empáticas e saudáveis. A pesquisa, de caráter teórico, baseia-se em uma revisão bibliográfica fundamentada em autores como Michel Foucault, Pierre Bourdieu, Marshall Rosenberg, Paulo Freire, Silvia Lane, Marlene Strey e Salvador Minuchin, articulando diferentes perspectivas da Psicologia. A análise permitiu evidenciar que a violência familiar ultrapassa a dimensão física, expressando-se também de modo simbólico, estrutural e comunicacional, através de discursos autoritários e fronteiras relacionais rígidas ou difusas. Nessa perspectiva, a CNV mostra-se como prática ética capaz de promover a reconstrução dos vínculos, compreendidos como laços afetivos e simbólicos sustentados pela confiança e pelo reconhecimento mútuo. Além do contexto clínico, destaca-se o potencial da CNV em políticas públicas de convivência familiar, como CRAS e CREAS, no fortalecimento dos vínculos e na mediação de conflitos. Conclui-se que, quando integrada criticamente à Psicologia, a CNV transcende o âmbito técnico e se constitui como dispositivo ético-clínico de transformação subjetiva e social.Item Invisibilidade no trabalho e impacto na saúde mental: uma revisão bibliográfica(2025-12-24) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Maciel , Lidiane Maria; Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Silva, Eloisa Helena Alves da; Faria, Flavia Cristina de; Souza, Raquel Oliveira Ferraz de Camargo Coelho Silva e; São José dos CamposEsta revisão bibliográfica investiga os impactos do trabalho invisível na saúde mental dos trabalhadores invisíveis no Brasil. Considera-se trabalho invisível aquele que não é uma escolha pessoal, com baixa remuneração, qualificação, escolaridade e cuja mão de obra é contratada de forma terceirizada ou autônoma, o que precariza ainda mais as condições de trabalho. Esse grupo é majoritariamente composto por pessoas de baixa renda, pouca escolaridade, mulheres e pessoas negras. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, abrangendo publicações entre 1999 e 2024, em bases como SciELO, Google Acadêmico e diretórios institucionais (USP e UNESP). Os resultados apontam que a desvalorização social do trabalho, a precariedade dos espaços físicos e instrumentais e a busca incessante por resultados, que gera uma exploração e objetificação do trabalhador no modelo capitalista, são características que trazem maior impacto negativo na saúde mental desse grupo. Observou-se, também, maior incidência de internação psiquiátrica em pessoas com idade laboral e menor renda. Portanto, se faz necessário um posicionamento no tema e intervenções que considerem esses aspectos e que visem o combate à desigualdade social e a promoção da saúde do trabalhador a fim de reduzir a exclusão social.Item Dependência química em mulheres em situação de rua: a voz silenciada(2025-12-16) Guadagnin, Eduardo; Britto, , Ana Karina de Castro; Ribeiro, Débora Inácia; Del Monte, Aleksandra Csoknyai; Granado, Alexandre Castilho; Justino, Marcelo Lin Fernandes; São José dos CamposO uso de álcool e outras drogas têm uma historicidade que remonta desde a antiguidade. Passando a ser considerado como problema de Saúde Pública e de Políticas Públicas, principalmente por este fenômeno ser motivado por fatores socioeconômicos e ambientais. Dentre os grupos mais vulneráveis afetados por essa intersecção de fatores, destacam-se as mulheres em situação de rua, cuja dependência química frequentemente coexiste com o histórico de violência, a perda de vínculos familiares e a extrema exclusão social, exigindo uma abordagem de cuidado específica e humanizada. Assim, o presente trabalho se baseia em uma revisão bibliográfica, qualitativa e exploratória em livros, documentos do Conselho Federal de Psicologia e artigos acessados por meio das bases de dados do SciElo, Portal Periódico do CAPES, PubMed, com o intuito de analisar como o abuso de álcool e outras drogas interfere na permanência de mulheres em situação de rua, caracterizando-se as relações sociais, materiais e afetivas de mulheres dependentes de álcool e outras drogas em situação de rua, analisando o papel do psicólogo frente a problemática da dependência química da mulher em situação de rua e analisando as Políticas Públicas referentes às mulheres em situação de rua. Apesar de robusta bibliografia sobre alguns temas das seções, para população feminina usuária de álcool outras drogas em situação de rua foram encontrados poucos artigos, sendo nenhum deles referentes a população de São José dos Campos, verificou-se uma lacuna na esfera municipal em relação ao acesso transparente e acessível de documentos públicos sobre políticas voltadas especificamente para mulheres em situação de rua em dependência química e evidencia a escassez de projetos, a descontinuidade dos mesmos e a falta de implantação e implementação dessas políticas no município de São José dos Campos/SP, principalmente no que tange à perspectiva de gênero.Item O dia a dia escolar: violência invisível e seus impactos no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes(2025-12-15) Medina, Camila Beltrão; Beltrame, Elisabete Cristina Cárnio; Veloso, Lauro Take Tomo; Del Monte, Aleksandra Csoknyai; Rodrigues, Alexandre Mazza; São José dos CamposNão há que se falar em um único conceito de violência, contudo pode ser entendida como o uso intencional de poder ou de força, seja ele consumado ou apenas sinalizado, voltado para causar danos. Tal ação pode ser direcionada para o próprio indivíduo, terceiros ou grupos sociais, e pode resultar em consequências graves. A violência sempre esteve presente no mundo e é considerada como um problema social, que pode causar danos físicos, psicológicos, financeiros e sociais manifestando-se de diferentes formas, inclusive as veladas e simbólicas. O crescimento muito significativo da violência nas últimas décadas despertou grande interesse em compreender o tema, principalmente por causa do processo de socialização e integração de crianças e adolescentes na sociedade e no cenário brasileiro atual no qual impera uma nova diretriz, a mercantilização da educação com o neoliberalismo e consequentemente um adoecimento psíquico de toda a sociedade e não mais de um nicho social específico. É primordial buscar alternativas para minimizar estes impactos desde a mais terna idade e buscar por uma cultura de paz por meio da comunicação não violenta. Assim, este Trabalho de Graduação buscou responder à questão da importância da presença do psicólogo com licenciatura na escola para elaboração de projetos voltados para uma cultura de paz com o uso da comunicação não violenta. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa de literatura qualitativa exploratória com o intuito de possibilitar uma discussão sobre esta temática, com uso de fontes secundárias como artigos e obras literárias. Concluindo que que a formação sociopsicológica do educador, a presença efetiva do psicólogo escolar e do psicólogo com licenciatura são medidas cruciais para promover uma cultura de paz que garanta o pleno desenvolvimento emocional e cidadão de crianças e adolescentes, com base na elaboração de projetos pedagógicos que fomentem diálogos e reflexões críticas sobre a violência estrutural e simbólica e como podem ser trabalhadas dentro da comunidade escolar podendo vir a afetar todos os laços relacionais íntimos de cada participante.Item O impacto da internet e mídias sociais na construção da identidade na adolescência(2025-12-04) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Veloso, Lauro Take Tomo; Britto, Ana Karina de Castro; Nascimento, Ana Luiza; Huang, Julia Simmei; São José dos CamposA ascensão da internet e das mídias digitais transformou profundamente a sociedade, exercendo influência direta sobre as gerações mais jovens. Essa população, que se encontra em uma faixa etária na qual o desenvolvimento pessoal e a descoberta de si são tão importantes, pode ser impactada com a exposição às mídias digitais. Este estudo propôs-se a investigar o impacto da internet e mídias sociais na construção da identidade na adolescência, fase destacada como fundamental para a criação da identidade e construção subjetiva do sujeito. Por meio de uma revisão de literatura narrativa, buscou-se identificar evidências que relacionem o uso das redes sociais a possíveis prejuízos ou transformações no processo de autoconhecimento e formação de valores. O estudo, de caráter qualitativo e exploratório, também objetivou discutir o papel da Psicologia diante desse cenário contemporâneo. Os resultados apontam que as mídias sociais exercem influência significativa na formação da identidade e nas relações interpessoais dos adolescentes, e que, ao mesmo tempo em que promovem espaços de expressão e pertencimento, podem intensificar comparações, inseguranças e uma crescente falta de autenticidade nas formas de se apresentar e perceber a si mesmo. Conclui-se que a Psicologia desempenha papel fundamental na compreensão desses fenômenos e na proposição de estratégias que incentivem o uso crítico e saudável das redes sociais, promovendo o desenvolvimento integral e o fortalecimento da identidade dos adolescentes em meio à era digital.Item O luto de pais pelo suicídio de seus filhos sob a perspectiva fenomenológica(2025-12-11) Ribeiro, Débora Inácia; Britto, , Ana Karina de Castro; Veloso, Lauro Take Tomo; Souza, Bárbara Cibele Frank Henrique Faria de; Oliveira, Nathalie Paixão de; Santos, Pablo da Silva; São José dos CamposEssa pesquisa investigou as especificidades do luto de pais diante da morte auto infligida de um filho, analisando especialmente os aspectos sociais e culturais que envolvem essa vivência. Para isso, foi utilizada a perspectiva fenomenológica, a fim de compreender os aspectos subjetivos que marcam a experiência do luto. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e exploratória. Diante dos resultados encontrados, foi possível compreender que o luto parental por suicídio apresenta particularidades marcadas pela ruptura do ciclo vital esperado, pelo intenso impacto emocional e pelo estigma social, intensificando sentimentos como culpa, impotência e vergonha. A partir da perspectiva fenomenológico-existencial, entendeu-se que essa perda pode gerar abalos na identidade dos pais, rompendo o ser-com e afetando a forma como se percebem no mundo. Ainda, foi identificado que a negação, o apoio social, a espiritualidade e a busca de sentido constituem as principais estratégias utilizadas no enfrentamento dessa perda. Por fim, verificou-se que as ações de posvenção no Brasil são insuficientes e revelam lacunas nas políticas públicas e na rede de atenção voltadas aos sobreviventes enlutados.Item Cis - tema divino: a religião como dispositivo de controle dos corpos e subjetividade Trans(2025-12-04) Toledo, Lívia Gonsalves; Ribeiro, Débora Inácia; Maciel, Lidiane Maria; Wasiak, Luana; Almeida, Luca Felipe de; Siqueira, Nicoli Braz; São José dos CamposEste trabalho investiga a disciplinarização dos corpos e da subjetividade de pessoas trans, a partir de discursos religiosos pentecostais, articulando referenciais da psicologia crítica e decolonialidade. A pesquisa parte do entendimento de que o discurso religioso funciona como um dispositivo de poder que opera na produção e vigilância de normas de gênero e sexualidade, reforçando a cis-heteronormatividade. Por de uma abordagem qualitativa e decolonial, o estudo de revisão bibliográfica descritiva se propõe a problematizar este cenário de discussão política em torno da construção dos corpos e dos modos de existir de pessoas trans, expondo os efeitos desse controle na vida e no sofrimento psíquico desses sujeitos. A lente decolonial demonstrou que a regulação das sexualidades, na articulação entre igreja e estado, é histórica e se faz presente nos discursos atuais. Ao mesmo tempo, a análise evidenciou as resistências e criações de novas formas de vida que emergem dessas subjetividades dissidentes, afirmando a potência do existir trans frente aos mecanismos de opressão. O trabalho alcança a ampliação do olhar clínico e acadêmico sobre o tema, convocando uma escuta ética e política das experiências trans.Item Os efeitos da privação do sono na aprendizagem em universitários(2025-12-05) Terra-Candido, Bruna Mares; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Costa, Rodney Querino Fereira da; Almirão, Giovanna Auricchio; Huayanca, Rafaela Komatzu; São José dos CamposEste trabalho investigou os impactos cognitivos e acadêmicos da privação de sono na aprendizagem de universitários. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão de literatura, com busca nas bases Scielo, Google Acadêmico e Periódicos CAPES, priorizando publicações entre 2014 e 2024. Os estudos analisados indicam que a má qualidade do sono compromete funções cognitivas essenciais para a aprendizagem, como atenção, memória e concentração. Além disso, a redução na qualidade e duração do sono está associada à queda no desempenho acadêmico. Conclui-se que a privação de sono representa um fator de risco para a aprendizagem dos universitários, destacando a importância da discussão de estratégias preventivas.Item O uso clínico do Role-Playing Game (RPG) na Psicologia: uma revisão narrativa sob a perspectiva fenomenológico-existencial(2025-12-15) Ribeiro, Débora Inácia; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Papp, Marco Antonio; Odoni, Renan Schettine; São José dos CamposEste estudo investigou as articulações entre o Role-Playing Game (RPG) e a perspectiva fenomenológico-existencial, com ênfase em seu potencial uso no contexto clínico. O objetivo do estudo foi analisar o potencial do Role-Playing Game (RPG) como recurso clínico à luz da perspectiva fenomenológico-existencial, discutindo seus benefícios, riscos e implicações éticas na prática psicológica. Metodologicamente, caracteriza-se como pesquisa qualitativa, narrativa e exploratória, tomando como referencial o pensamento de Martin Heidegger e as contribuições da clínica fenomenológico-existencial (Feijoo). Foram selecionados artigos publicados a nas bases SciELO, PePSIC e Portal de Periódicos da CAPES, com os descritores “psicologia”, “clínica” e “RPG” e critérios de inclusão e exclusão previamente definidos.O procedimento de análise foi orientado pela leitura fenomenológica de sentidos. Os resultados indicaram benefícios cognitivos, emocionais e relacionais associados ao RPG (desenvolvimento de funções executivas, simbolização de conflitos, fortalecimento de vínculos e cooperação), bem como aplicações clínicas em diferentes enquadres psicoterápicos (individual e grupal), com relatos de favorecimento da expressão, da imaginação e da responsabilização por escolhas. Também foram identificados riscos e limites, o que requer mediação técnica, enquadre claro e salvaguardas éticas. À luz da fenomenologia existencial, o RPG mostra-se como espaço de desvelamento do ser-em-situação, no qual emergem projetos, valores, angústias e possibilidades, integrando narrativa, fala e escuta clínica. Conclui- se que o RPG pode constituir recurso promissor na prática psicológica, desde que manejado por profissionais capacitados e em conformidade com o Código de Ética Profissional do Psicólogo, preservando a singularidade da experiência e os direitos dos participantes. Apontam-se, por fim, a necessidade de estudos empíricos clínicos no cenário brasileiro e a sistematização de protocolos de intervenção com acompanhamento longitudinal.Item Prática baseada em evidências em psicologia clínica no Brasil: desafios e implementações(2025-12-17) Serpa, Fabíola Alvares Garcia; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Melo, Thamires Vieira Martins de; Gondim, Ana Beatriz da Silva; Santos, Renata Pannain da Gama; São José dos CamposA Prática Psicológica Baseada em Evidências em Psicologia (PBEP) representa uma abordagem que integra evidências científicas, experiência clínica e valores dos pacientes para orientar decisões terapêuticas. Este trabalho investigou a atual conjuntura da PBEP na psicologia clínica brasileira, buscando compreender seus fundamentos históricos e epistemológicos, identificar os principais desafios à sua implementação e propor estratégias para sua efetivação no contexto nacional. Trata- se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e revisional, realizada por meio da análise de livros, artigos científicos e documentos institucionais, com base na técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que, embora a PBEP esteja sendo progressivamente discutida no Brasil, sua implementação ainda é limitada por resistências culturais, fragilidades na formação acadêmica e ausência de políticas institucionais adequadas. A pesquisa concluiu que a adoção da PBEP demanda transformações profundas no ensino, supervisão clínica qualificada, acesso a evidências científicas e reconhecimento dos valores éticos envolvidos na prática psicológica. Recomenda-se, portanto, a criação de diretrizes curriculares obrigatórias, políticas de incentivo institucional, fortalecimento da formação continuada e ambientes de prática que favoreçam o uso consciente da ciência.Item Reflexões sobre educação inclusiva no ensino médio: o papel do psicólogo na inclusão(2025-12-16) Terra-Candido, Bruna Mares; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Britto, Ana Karina de Castro; Jesus, Amanda Marini de; Silva, Ana Clara Pimenta; Silva, Camila Reis; São José dos CamposO presente estudo teve como objetivo explorar o papel do Psicólogo Escolar diante da inclusão no ensino médio. Observa-se, no contexto brasileiro, políticas de notável importância para a educação que, em teoria, contribuem para a inclusão escolar. Ainda assim, são encontrados diversos obstáculos para que todos os alunos consigam acesso ao seu direito à educação, de maneira equitativa. Por meio de uma pesquisa qualitativa e de revisão de literatura, foi possível compreender quais as origens da inclusão escolar; quais ações o Psicólogo Escolar tem sob sua responsabilidade diante a demanda de inclusão; e quais são as práticas atuais de inclusão no ensino médio.Item Influências biopsicossociais na aprendizagem: articulações entre Vygotsky, Freire e a prática do psicólogo na escola(2025-12-17) Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Medina, Camila Beltrão; Rodrigues, Alexandre Mazza; Santos, Isabella Brandão Paes dos; São José dos CamposEste trabalho analisa a influência dos fatores biológicos, psicológicos e sociais no processo de aprendizagem, buscando compreender como estes elementos interagem na construção do conhecimento. A pesquisa, de caráter qualitativo e exploratório, fundamenta-se em revisão de literatura e nas teorias de Lev Vygotsky e Paulo Freire, que defendem a aprendizagem como um fenômeno social, histórico e dialógico. Além disso, são discutidos aspectos neurobiológicos, evidenciando a influência da hereditariedade e do ambiente no desenvolvimento cognitivo e nas habilidades de aprendizagem. O estudo aponta que a aprendizagem é um processo multifatorial e dinâmico, atravessado por condições socioeconômicas, afetivas e culturais, e destaca a importância do psicólogo licenciado no ambiente escolar como mediador e facilitador de práticas pedagógicas humanizadoras.Item A saúde mental das mulheres na busca da conciliação da maternidade no mercado de trabalho(2025-12-17) Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Brito, Ana Karina de Castro; Beltrame, Elisabete Cristina Camio; Dias, Giovanna Martins; Fernandes, Ingrid dos Santos; São José dos CamposO presente estudo discorre sobre os impactos na saúde mental diante da conciliação da maternidade com a vida profissional, o acúmulo de responsabilidades aliado às pressões sociais diante da figura feminina no ambiente familiar, bem como os desafios que permeiam a participação feminina no mercado de trabalho desencadeia um desgaste físico e emocional recorrente, diante desta problemática. Logo, pretende-se investigar de que maneira a saúde mental da mulher é negativamente impactada neste contexto, assim como indicar políticas, práticas e ações que podem contribuir na redução ou mitigação destas consequências, através de uma análise teórica sobre a inserção feminina no mercado de trabalho e a divisão de responsabilidades domésticas e parentais. Por meio de uma revisão de literatura narrativa, foram considerados estudos recentes que abordam os desafios enfrentados pelas mulheres no ambiente corporativo e a influência da maternidade na construção de suas trajetórias profissionais, com enfoque especial nos aspectos relacionados à saúde mental. Os resultados indicam que, apesar dos avanços na inclusão das mulheres no mercado de trabalho, elas ainda enfrentam desigualdade de gênero em múltiplas dimensões, como a vivência de preconceitos no mundo do trabalho, aliado à concentração dos cuidados com os filhos sobre as mulheres, bem como, a expectativa social de dedicação prioritária ao papel materno. Esses fatores geram conflitos internos e sentimento de culpa, especialmente quando a dedicação ao trabalho é percebida como incompatível com o cuidado materno. Diante disso, destaca-se a necessidade de iniciativas que promovam uma divisão mais equitativa de responsabilidades familiares e condições de trabalho flexíveis. Tais esforços indicados no estudo são essenciais para minimizar os impactos à saúde mental e criar um ambiente mais inclusivo e sustentável para as mães no mercado de trabalho.