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    Arte sem mordaça: uma análise a partir de Jean-Paul Sartre e Jacques Lacan da expressão artística no período da Ditadura Civil-Militar Brasileira como ameaça às estruturas políticas conservadoras
    (2021-11-24) Oliveira, Christiana Paiva de; Farias, Mariana de Oliveira; Moura, Carlos Eduardo Ortolani Prado de; Wentzcovitch, Elisa Chaves; Garcia, Mariana Oliveira Gonzales; Rodrigues, Diego Rodstein; São José dos Campos
    Este trabalho tem como objetivo principal estudar a expressão artística como uma possibilidade de denúncia das estruturas políticas conservadoras, a partir da perspectiva fenomenológica existencial e da psicanálise lacaniana. Com base nas diferentes aproximações dessas duas abordagens, este estudo propõe a conceituação da falta como algo que está no cerne da estrutura do sujeito, apontando assim para a possibilidade da arte ser um ímpeto de expressão de uma realidade que está sendo buscada ou vivida pelo sujeito. Utilizou-se uma revisão narrativa, delineando as peculiaridades dessas estruturas teóricas, demonstrando a produção artística como um meio de linguagem crítica ao sistema político, explicitando e condensando o que foi reprimido socialmente. Tal análise pretende contribuir para a compreensão de que se fez possível articular a constituição do sujeito inserido na cultura, sendo a arte um recurso que traduz o modo como o sujeito afeta e é afetado pelo entorno.
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    A amizade como suporte para a experiência da falta na abordagem psicanalítica
    (2025-12-17) Veloso, Lauro Take Tomo; Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Costa, Rodney Querino Ferreira da; Barreto, Brenda Bertolotti; Martins, Clarisse Moreira Montuori; Zuliani, Roberta Silva; São José dos Campos
    Este trabalho tem como objetivo compreender o papel das relações de amizade no enfrentamento da falta sob a perspectiva psicanalítica, articulando conceitos fundamentais da teoria psicanalítica clássica e contemporânea, como castração, falta, desejo, sublimação e laço social, com os desafios impostos pela sociedade neoliberal e capitalista. Partindo de uma revisão narrativa da literatura, compreende-se que a amizade, enquanto laço social sublimado, opera como um fator protetivo contra o sofrimento psíquico, na medida em que oferece um espaço de reconhecimento da falta e não da sua negação ou tentativa de preenchimento. O estudo percorre a constituição do sujeito em Freud e Lacan, explora a amizade como resistência ética em Foucault e investiga suas implicações clínicas a partir da técnica elástica e da ética do cuidado de Ferenczi. Conclui-se que a amizade se configura como um recurso ético-político e clínico ao individualismo e ao enfraquecimento dos laços, sustentando a dimensão do desejo e a invenção de novas formas de vida, fundamental para a promoção da saúde mental.
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    Entre a agressividade e a frustração: desafios da Educação Infantil sob a ótica da psicanálise
    (2025-12-15) Veloso, Lauro Take Tomo; Gimenez, Marina Albuquerque; São José dos Campos
    O presente trabalho tem como objetivo refletir, à luz da psicanálise, sobre os desafios relacionados à agressividade e à frustração na Educação Infantil, considerando os aspectos inconscientes que atravessam o comportamento das crianças nessa etapa do desenvolvimento. A pesquisa fundamenta-se em autores como Sigmund Freud, Donald Winnicott, Jacques Lacan, Leny Mrech e Paulo Freire, que contribuem para compreender a formação psíquica e a importância das emoções no processo educativo. De abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, o estudo baseou-se na análise de obras e artigos científicos que discutem a constituição psíquica infantil, os conflitos emocionais e suas manifestações no contexto escolar. A investigação evidenciou que a agressividade e a frustração são expressões legítimas do desenvolvimento psíquico, sendo a frustração um elemento estruturante que possibilita à criança lidar com limites e com a alteridade. Observou-se que a falta de compreensão desses aspectos por parte dos educadores pode resultar em práticas punitivas, que reprimem em vez de elaborar as emoções. Nesse sentido, o olhar psicanalítico oferece à pedagogia contemporânea uma nova leitura sobre o comportamento infantil, favorecendo práticas de escuta, acolhimento e mediação. O trabalho destaca ainda o potencial do dispositivo da conversação como operador pedagógico, capaz de transformar conflitos em experiências de simbolização e aprendizagem. A análise revela que reconhecer os aspectos inconscientes no cotidiano escolar é fundamental para práticas pedagógicas mais humanizadas, nas quais a criança seja compreendida como sujeito de desejo e de linguagem, e não apenas como receptora de conteúdos.