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Navegando Tese-PPGEB por Autor "Canevari, Renata de Azevedo"
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Item Aplicação das técnicas de PCR, micronúcleo e espectroscopia FT-IR no diagnóstico do HPV na prevenção do câncer cervical(2020-02-28) Canevari, Renata de Azevedo; Soares, Luís Eduardo Silva; Castilho, Maiara Lima; Batista, Nelson Jorge Carvalho; Koga-ito, Cristiane Yumi; Viana, Magda Rogéria Pereira; Raniero, Leandro José; São José dos CamposO câncer de colo de útero é considerado o terceiro tumor mais frequente e a segunda causa de mortalidade de mulheres no Brasil, sendo considerado um problema de saúde pública. A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é um dos principais fatores de risco que contribui para o desenvolvimento desta neoplasia. O principal método para o diagnóstico é a análise citológica pelo exame de Papanicolaou, mas a alta taxa de casos falso-negativos inviabiliza uma avaliação adequada, sendo importante o uso de técnicas auxiliares de detecção do HPV e, consequentemente, no diagnóstico desta doença. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia, aplicabilidade, sensibilidade e especificidade dos métodos alternativos para a detecção do HPV na prevenção do câncer cervical. As técnicas MN e FT-IR são indiretas, mas podem fornecer resultados úteis na detecção do HPV em pacientes submetidas ao exame citopatológico. As amostras de fluido cervical foram obtidas de 50 pacientes com citológica normal, posteriormente analisada pela PCR, teste de MN e análise de FT-IR. A análise molecular consistiu de extração do DNA das amostras endocervicais pelo protocolo QIAamp® Virus Spin kit (Qiagen), seguida da realização da PCR do gene viral L1 utilizandose os iniciadores MY09 e MY11. As amostras foram divididas com base nos resultados da PCR em dois grupos, HPV positivo (sete amostras) e HPV negativo (43 amostras). As análises dos testes de MN das amostras ectocervicais foram realizadas pelas leituras das frequências absoluta (N) e relativa (%), obtidas as médias, desvios padrões e analisadas pelos testes Shapiro-Wilk, Mann-Whitney e Qui-quadrado (X2). As análises de FT-IR das amostras endocervicais foram realizadas no equipamento Spectrum 400. A partir da matriz de covariância foram obtidos os componentes principais (PCs), e por meio das análises discriminantes linear e quadrática, supervisionada pelos resultados da PCR (grupos HPVpositivo e HPV negativo), foram calculados os valores de sensibilidade e especificidade. Os resultados das análises de PCR das 50 amostras permitiram validar 43 exames citológicos, mas sete amostras de resultado citológico negativo estavam infectadas pelo HPV. Os testes de MN mostraram maiores frequências de MN em amostras com HPV positivo, fatores relacionados a idade, ao abortamento e o uso de bebidas alcoólicas. Os espectros de análise FT-IR mostraram variações nas bandas de DNA e proteínas em amostras com alta frequência de MN, provavelmente devido à presença de histonas nucleossômicas e DNA que formam o MN. A análise dos componentes principais dos espectros de FT-IR não foi capaz de separar eficientemente as amostras HPV positivas das HPV negativas, mostrando-se inespecífico para diagnosticar o vírus. Assim, com a realização do estudo observou-se que a técnica de PCR pode ser considerada padrão ouro para a detecção do HPV por sua alta sensibilidade, que o aumento da frequência de MN observado neste estudo em amostras infectadas pelo HPV, pode ser devido à instabilidade genômica, causada pela presença do vírus, e que, apesar da espectroscopia FT-IR apresentar grande potencial, por ser um teste de alta sensibilidade e especificidade no rastreamento do câncer cervical, neste estudo não demonstrou ser eficiente na discriminação de amostras infectadas pelo HPV. Dessa forma, enfatiza-se que, estudos adicionais devem ser conduzidos para a aplicação da espectroscopia FT-IR e o teste de MN no diagnóstico da infecção pelo HPV e consequente aplicação na prevenção de câncer cervical.Item Caracterização do biofilme dupla-espécie de Candida Albicans/Candida Krusei: efeito do Voriconazol e da terapia fotodinâmica antimicrobiana(2023-10-17) Costa, Maricília Silva; Simioni, Andreza Ribeiro; Canevari, Renata de Azevedo; Campos, Cláudia Barbosa Ladeira de; S. Junior, José A. da; Nicolau, Juliene Cristina Passos; Silva, Carlos Alberto; São José dos CamposInfecções hospitalares por Candida spp. são frequentes e têm aumentado significativamente, apresentando altas taxas de mortalidade em pacientes imunossuprimidos. Candida albicans é a espécie mais isolada de infecções na corrente sanguínea, sendo considerada a principal do gênero relacionada às infecções. Candida krusei também tem tido notoriedade uma vez que é intrinsecamente resistente ao fluconazol, antifúngico de escolha para os tratamentos de candidemias. Um dos fatores de virulência de C. albicans e C. krusei, além do dimorfismo, é a capacidade de formar biofilmes. Biofilmes são estruturas complexas com células leveduriformes e filamentosas embebidas em uma matriz extracelular rica em polissacarídeos que dificultam a difusão e ação de drogas, e ação do sistema imunológico do seu hospedeiro. Esses biofilmes são difíceis de erradicar, principalmente quando são polimicrobianos. Os tratamentos com antifúngicos apresentam desafios, uma vez que as espécies fúngicas estão cada vez mais resistentes, devido ao seu uso indiscriminado ou profilático. Além disso, muitas vezes o antifúngico de principal escolha para os tratamentos não funciona para todos os microrganismos das coinfecções. Portanto, a compreensão do comportamento dos biofilmes e das interações entre espécies em biofilmes multiespécies é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento eficazes para as infecções por Candida spp. Neste trabalho foi caracterizado o biofilme dupla-espécie de Candida spp. visando compreender as interações entre espécies e a importância de aspectos essenciais para a manutenção do biofilme como: adesão, ordem de adição de espécies, meio de crescimento. Ademais, foi analisado se o meio de cultivo e as interações intra-gênero dos biofilmes mistos alterariam o resultado de uma terapia efetivamente comprovada como a Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (TFA). Além disso, verificou-se o comportamento de ambas espécies de Candida, de maneira isolada e em co-culturas, mediante o uso de um antifúngico alternativo, o Voriconazol (VOR). Aspectos como crescimento, formação de biofilmes e biofilmes em diferentes estágios de maturação foram avaliados. A viabilidade das células planctônicas foi feita por meio da análise da absorbância e os biofilmes foram avaliados quanto a atividade metabólica (XTT), biomassa produzida (coloração com Safranina) e morfologia celular por microscopia óptica. Para identificação das espécies de Candida spp. nos biofilmes mistos, foi utilizado o meio de identificação CHROMágar Candida. VOR foi capaz de inibir significativamente o crescimento de Candida spp. e suas co-culturas de modo dose-dependente da concentração celular e do antifúngico, da mesma maneira que também inibiu a viabilidade dos respectivos biofilmes. A caracterização se mostrou de extrema importância, pois esclareceu que ordem de adição de Candida spp. à placa de poliestireno, a pré-adesão e o meio em que o biofilme foi formado (RPMI-1640 ou caldo Sabouraud-dextrose) são fatores relevantes a serem considerados no estudo de um biofilme dupla-espécie de C. albicans e C. krusei. Tais fatores podem interferir na composição final desse biofilme e, também, no resultado de um tratamento, como na TFA que inibiu cerca de 40% dos biofilmes maduros mistos formados em RPMI, mas não teve efeito nos biofilmes mistos formados em meio Sabouraud.Item Comparação de abordagens terapêuticas para gerenciamento de rosácea: estudo clínico(2023-12-13) Ferreira-Strixino, Juliana; Simioni, Andreza Ribeiro; Canevari, Renata de Azevedo; Nicolau, Renata Amadei; Tada, Dayane Batista; Sebbe-Santos, Priscilla Fróes; Menezes, Priscila Fernanda Campos de; São José dos CamposA rosácea é uma disfunção estética que apresenta um quadro inflamatório crônico que afeta predominantemente a face. A Terapia Fotodinâmica Tópica (TFD Tópica) combina uma fonte de luz, um fotossensibilizador (FS) e oxigênio molecular presente nos tecidos, gerando uma reação fotoquímica capaz de promover uma destruição tecidual e vascular, levando ao reparo tecidual, estruturando a barreira cutânea comprometida, diminuindo a vascularização excessiva. O procedimento inclui aplicação tópica cosmética de uma substância precursora do FS endógeno, o Ácido-5-aminolevulínico (ALA) e o Metilaminolevulinato (MAL), que são metabolizados no tecido em protoporfirina IX (PpIX). O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da TFD Tópica utilizando-se ALA e MAL a 2% em diferentes grupos associados ao LED âmbar e laser Infravermelho, simultaneamente, para o tratamento de rosácea subtipo I e II. Com aprovação do Parecer Consubstanciado do CEP nº4.539.318, vinte e quatro participantes foram submetidas a três sessões de tratamento, com intervalo de 15 dias entre elas, e avaliação final, 15 dias após a última aplicação. Os parâmetros usados na irradiação, nos grupos TFD Tópica e Fotobiomodulação foram: LED âmbar (590 nm ±10 nm) na fluência de 81 J/cm2 e laser Infravermelho (808 nm ±10 nm) na fluência de 2 J/cm2. No grupo controle foi utilizado cosmético Melan Clean® com aplicações diárias. Foram realizadas análises fotográficas, por fluorescência e termografia. Pode-se inferir que os tratamentos com a aplicação do Melan Clean®, Fotobiomodulação e TFD Tópica, apresentam benefícios no tratamento da rosácea, melhorando o quadro inflamatório e vascular da pele, sendo apresentados pelas análises termográficas e lâmpada de wood. A melhora clínica utilizando TFD Tópica com ALA 2% e MAL 2% associados ao LED âmbar e laser Infravermelho na rosácea é comprovada. Embora a Fotobiomodulação e o Melan Clean®, também tenham apresentado resultados no tratamento da rosácea, a TFD Tópica demonstrou ser uma alternativa melhor para rosácea, uma vez que é capaz de induzir a produção de espécies reativas de oxigênio molecular gerando uma reação fotoquímica que leva a destruição tecidual, favorecendo a melhora da vascularização e gerenciamento da rosácea modulando o processo inflamatório.