Navegando por Assunto "Neuroproteção"
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Item Análise multiescala da fotobiomodulação e membrana amniótica no reparo medular: da preservação da mielina à recuperação cinética(2026-04-24) Arisawa, Emília Angela Loschiavo; Sant'Anna, Luciana Barros; Vieira, Lúcia; Canevari, Renata de Azevedo; Laranjo, Mafalda; Marcos, Rodrigo Labat; Correia, Débora Campos Chaves; São José dos CamposAs lesões medulares traumáticas (LM) representam uma condição clínica devastadora, com fisiopatologia complexa, que abrange eventos primários e secundários, culminando em déficits neurológicos severos, perdas funcionais permanentes e elevado impacto socioeconômico. Ante a escassez de terapias regenerativas definitivas, esta tese investigou estratégias terapêuticas inovadoras e de baixo custo com foco na fotobiomodulação (PBM) e na aplicação de fragmento da membrana amniótica (MA). O objetivo central foi avaliar e comparar a eficácia dessas terapias, isoladas ou associadas, no reparo de lesões medulares e na recuperação funcional locomotora. Utilizou-se um modelo experimental de lesão medular por contusão em 45 ratos Wistar, distribuídos nos grupos Controle (C), Lesão (L), PBM, MA e PBM+AM, subdivididos em dois tempos experimentais, 7 e 14 dias. A fotobiomodulação foi aplicada usando parâmetros específicos (808 nm, 72 J/cm2, 100 mW, pontual, transcutânea, e em dias alternados), e o fragmento de MA (4 cm²) foi implantado com a face mesenquimal voltada para o tecido neural. Após 7 e 14 dias da lesão medular, realizou-se avaliação multiescala incluindo histomorfometria (Hematoxilina e Eosina e Luxol Fast Blue) para mensuração da área de cavitação e integridade da mielina, além da análise biomecânica da marcha via Força de Reação do Solo (FRS). A análise dos dados demonstrou que, na fase aguda (7 dias), todos os grupos tratados exibiram redução significativa na área de cavitação comparados ao grupo L, com superioridade estatística para a PBM isolada (p<0,05). Na fase subaguda (14 dias), embora as diferenças morfométricas tenham se estabilizado entre os grupos tratados, a análise biomecânica revelou que o grupo PBM+AMII apresentou recuperação funcional significativamente superior ao grupo L (p<0,05). Conclui-se que os protocolos propostos exerceram efeitos neuroprotetores relevantes, distintos e complementares: a fotobiomodulação demonstrou maior eficácia na modulação da fase aguda, enquanto a associação terapêutica mostrou-se fundamental para a otimização da recuperação funcional a longo prazo.Item Fotobiomodulação e taurina em neuroblastoma humano: estudo in vitro da doença de Alzheimer(2022-03-04) Soares, Cristina Pacheco; Ferreira-Strixino, Juliana; Arisawa, Emília Angela Loschiavo; Salles, Geisa Nogueira; Rossato, Rafaella Carvalho; São José dos CamposA capacidade de reparo limitada do sistema nervoso central (SNC) é um desafio considerável. A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva e altamente prevalente que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A regeneração completa do SNC ainda não é possível e é procurada por diferentes meios, incluindo terapias medicamentosas e irradiações com LED (light emission diode), que são algumas alternativas promissoras para a prevenção, contenção do avanço acelerado das doenças neurodegenerativas e uma possível reconstrução das estruturas do tecido neural. Neste trabalho, propusemos estabelecer e padronizar um modelo in vitro da DA utilizando o peróxido de hidrogênio (H2O2) para simular o estresse oxidativo característico da DA, realizado em linhagem celular de neuroblastoma humano (SH-SY5Y). Deste modo, o estudo explora os efeitos da taurina em conjunto com LED sob estresse oxidativo, com objetivo de avaliar o efeito neuroprotetor e também a capacidade de restauração celular posterior ao estresse oxidativo. Pesquisas recentes apontam que o LED tem grande potencial para ser incluído como parte do tratamento da DA, entretanto, tendo a combinação de duas terapias (LED e suplementação com taurina) o resultado poderá ser promissor. Neste trabalho, foi realizada a avaliação do LED no comprimento de onda em 660 nm e taurina como modelo de pré-tratamento e tratamento em células estressadas oxidativamente, avaliando a atividade mitocondrial pelo teste colorimétrico de MTT (quantitativo) e marcação das mitocôndrias de células vivas por fluorescência utilizando MitoTracker Orange (qualitativo). Foi avaliada também a viabilidade celular pelo teste de azul de Tripan (quantitativo e qualitativo) e a verificação das estruturas celulares por meio do microscópio eletrônico de varredura (MEV) (qualitativo). Ao realizar as análises estatísticas e analisar as imagens, o LED em conjunto com a taurina apresentaram efeitos neuroprotetores somente no pré-tratamento, ou seja, quando a célula é exposta ao LED e taurina e posteriormente estressada com H2O2. Comparando a ação dos dois pré-tratamentos em contato com a célula e também quando são expostos ao H2O2, pode-se observar que o LED tem maior efeito proliferativo celular em comparação com a taurina.