Navegando por Assunto "Psicologia"
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Item A amizade como suporte para a experiência da falta na abordagem psicanalítica(2025-12-17) Veloso, Lauro Take Tomo; Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Costa, Rodney Querino Ferreira da; Barreto, Brenda Bertolotti; Martins, Clarisse Moreira Montuori; Zuliani, Roberta Silva; São José dos CamposEste trabalho tem como objetivo compreender o papel das relações de amizade no enfrentamento da falta sob a perspectiva psicanalítica, articulando conceitos fundamentais da teoria psicanalítica clássica e contemporânea, como castração, falta, desejo, sublimação e laço social, com os desafios impostos pela sociedade neoliberal e capitalista. Partindo de uma revisão narrativa da literatura, compreende-se que a amizade, enquanto laço social sublimado, opera como um fator protetivo contra o sofrimento psíquico, na medida em que oferece um espaço de reconhecimento da falta e não da sua negação ou tentativa de preenchimento. O estudo percorre a constituição do sujeito em Freud e Lacan, explora a amizade como resistência ética em Foucault e investiga suas implicações clínicas a partir da técnica elástica e da ética do cuidado de Ferenczi. Conclui-se que a amizade se configura como um recurso ético-político e clínico ao individualismo e ao enfraquecimento dos laços, sustentando a dimensão do desejo e a invenção de novas formas de vida, fundamental para a promoção da saúde mental.Item A espiritualidade e a religiosidade como estratégias de enfrentamento (coping) em situações de sofrimento psíquico(2025-12-16) Strauss, Christiana Villela de Andrade; Costa, Rodney Querino Ferreira da; Fonseca, Caroisa Mota Marcondes; Guerra, Janaina Abreu de Araujo; Nascimento, Mirena Fernanda de Oliveira do; São José dos CamposEste trabalho analisou os efeitos da espiritualidade e da religiosidade sobre a saúde mental, o enfrentamento de adversidades e a prática clínica em psicologia. Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa em livros, artigos e periódicos científicos nacionais e internacionais. Os resultados evidenciaram que estratégias de coping religioso-espiritual positivo, como oração, meditação e ressignificação do sofrimento, favorecem bem-estar, resiliência e qualidade de vida, enquanto estratégias negativas podem intensificar sintomas ansiosos e depressivos. Também foram identificados impactos neuropsicológicos e psicofisiológicos das práticas espirituais na regulação emocional. Conclui-se que a integração ética e sensível da espiritualidade na clínica psicológica amplia recursos terapêuticos e fortalece a promoção da saúde mental.Item A influência do uso de mídias digitais no desenvolvimento dos transtornos alimentares em adolescentes(2025-12-15) Serpa, Fabíola Alvares Garcia; Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Rangel, Isabela Cabiló; Truffi, Luciana de Cássia Mozer; Sarmento, Talita Guidini Negreiros; São José dos CamposO presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura narrativa com o objetivo de analisar a influência das mídias digitais e o seu impacto no surgimento de transtornos alimentares (TAs) em adolescentes. A pesquisa, de abordagem qualitativa, fundamenta-se em estudos científicos que analisaram adolescentes entre 13 e 18 anos, com o objetivo de compreender de que forma o consumo de conteúdos digitais pode contribuir para o surgimento ou agravamento dos TAs. Os resultados indicam que o uso excessivo de plataformas de mídias digitais está associado ao aumento da insatisfação corporal, à distorção da imagem e à adoção de comportamentos alimentares disfuncionais. Evidências apontam que adolescentes expostos, por longos períodos, a conteúdos que promovem padrões estéticos irreais apresentam maior propensão a desenvolver transtornos como anorexia nervosa, bulimia e transtorno de compulsão alimentar periódica. O estudo também discute aspectos históricos do ideal de beleza e o papel central que a tecnologia desempenha atualmente na construção da autoimagem e autoestima dos jovens. Conclui-se que as mídias digitais atuam como fator de risco significativo para o desenvolvimento de TAs, reforçando a necessidade de estratégias preventivas, educativas e de uso consciente dessas plataformas.Item A medicalização da angústia e o projeto existencial: um estudo fenomenológico(2025-12-04) Ribeiro, Débora Inácia; Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Guadagnin, Eduardo; Tashiro, Francis Vasconcellos; Silva, Júlia Zaia; São José dos CamposO presente trabalho tem por objetivo discutir a medicalização da angústia no contexto da psicologia fenomenológica existencial, destacando como esse processo impacta a construção do projeto existencial. A medicalização é entendida como a transformação de vivências humanas naturais em condições patológicas tratadas com medicamentos. Utilizando os conceitos de angústia de Kierkegaard, Sartre e Heidegger, o trabalho explora a dimensão ontológica dessa experiência como uma potência que impulsiona o indivíduo em direção ao autoconhecimento e ao crescimento. Kierkegaard apresenta a angústia como condição que antecede escolhas e revela a liberdade humana; Sartre a identifica como consciência dessa liberdade, enquanto Heidegger a interpreta como abertura para a autenticidade e para a finitude da existência. Com abordagem qualitativa e revisão narrativa da literatura, o estudo buscou promover reflexões sobre a importância de práticas terapêuticas que considerem a totalidade da experiência humana, equilibrando intervenções médicas com o respeito às subjetividades e à singularidade do ser. A discussão também aponta para a necessidade de ampliar as formas de cuidado, valorizando estratégias comunitárias e psicossociais que dialoguem com a singularidade do sujeito. Reconhece-se que intervenções não farmacológicas podem favorecer a ressignificação e o fortalecimento do projeto existencial. Assim, propõe-se um equilíbrio ético entre uso racional de medicamentos e práticas que promovam a autonomia e o sentido.Item A Psicologia na promoção da inclusão em ambiente escolar: um Estudo a partir de relatos de estágio em Licenciatura(2025-12-15) Maia, Maria Angélica Gomes; Terra-Candido, Bruna Mares; Almeida, Maria Amélia da Silva Alves de; Faria, Flavia Cristina de; Souza, Raquel Oliveira Ferraz de Camargo Coelho Silva e; São José dos CamposO presente trabalho teve como objetivo analisar as contribuições da atuação da Psicologia para a promoção de práticas inclusivas em ambiente escolar, principalmente na inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a partir de relatos de experiência de estágio supervisionado em licenciatura em Psicologia. A pesquisa se caracteriza como um estudo qualitativo, com método estudo de caso, a partir de dois relatos de experiências desenvolvidas em instituição privada e pública de ensino. A primeira atuação foi com alunos do ensino fundamental, na qual foi elaborado e aplicado um plano de aula com o tema “Diversidade e Inclusão”. Já a segunda atuação foi realizada com professores do ensino médio-técnico, na qual foi realizada uma formação voltada à compreensão do TEA e à implementação do Plano Educacional Individualizado (PEI), conforme a Lei nº 17.759/2023. Os resultados indicaram que a inclusão em ambiente escolar não se efetiva apenas pela matrícula ou presença física dos alunos nestes espaços, mas através de uma construção contínua de práticas pedagógicas e formações específicas na comunidade escolar. As experiências demonstraram que a presença da psicologia neste contexto, ao atuar de forma ética e comprometida, contribui significativamente para a transformação deste cenário.Item A relação entre o estresse e a ansiedade na ocorrência da compulsão alimentar em mulheres universitárias(2025-12-10) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Melo, Thamires Vieira Martins de; Martins, Marcella Gomes; Rosa, Rayssa Kamily da; São José dos CamposFatores emocionais, como o estresse e a ansiedade, podem ser causas relevantes para o desenvolvimento de transtornos alimentares, sobretudo entre mulheres. Dentre esses transtornos, destaca-se a compulsão alimentar, caracterizada pela ingestão exagerada e descontrolada de alimentos, frequentemente acompanhada de sentimentos de culpa e vergonha. Este estudo teve como objetivo principal investigar a relação entre o estresse, a ansiedade e a ocorrência da compulsão alimentar em mulheres universitárias. Por meio de uma revisão de literatura narrativa, buscou-se levantar os principais fatores estressores presentes no contexto acadêmico, compreender os impactos do estresse crônico e da ansiedade na saúde física e mental das mulheres, e analisar intervenções psicológicas e comportamentais eficazes para o enfrentamento desses fatores. Os achados apontam que a vida universitária representa um contexto propício ao desenvolvimento de quadros de sofrimento psíquico, especialmente em mulheres, que são mais vulneráveis a pressões sociais e institucionais. A compulsão alimentar, nesses casos, surge como uma estratégia disfuncional de enfrentamento, ativada por alterações emocionais e hormonais decorrentes da exposição prolongada ao estresse e à ansiedade. Conclui-se, até o momento, que esses fatores desempenham papel central na origem e manutenção do comportamento compulsivo alimentar, sendo indispensável o desenvolvimento de estratégias preventivas e interventivas voltadas à saúde mental das estudantes universitárias.Item A saúde mental das mulheres na busca da conciliação da maternidade no mercado de trabalho(2025-12-17) Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Brito, Ana Karina de Castro; Beltrame, Elisabete Cristina Camio; Dias, Giovanna Martins; Fernandes, Ingrid dos Santos; São José dos CamposO presente estudo discorre sobre os impactos na saúde mental diante da conciliação da maternidade com a vida profissional, o acúmulo de responsabilidades aliado às pressões sociais diante da figura feminina no ambiente familiar, bem como os desafios que permeiam a participação feminina no mercado de trabalho desencadeia um desgaste físico e emocional recorrente, diante desta problemática. Logo, pretende-se investigar de que maneira a saúde mental da mulher é negativamente impactada neste contexto, assim como indicar políticas, práticas e ações que podem contribuir na redução ou mitigação destas consequências, através de uma análise teórica sobre a inserção feminina no mercado de trabalho e a divisão de responsabilidades domésticas e parentais. Por meio de uma revisão de literatura narrativa, foram considerados estudos recentes que abordam os desafios enfrentados pelas mulheres no ambiente corporativo e a influência da maternidade na construção de suas trajetórias profissionais, com enfoque especial nos aspectos relacionados à saúde mental. Os resultados indicam que, apesar dos avanços na inclusão das mulheres no mercado de trabalho, elas ainda enfrentam desigualdade de gênero em múltiplas dimensões, como a vivência de preconceitos no mundo do trabalho, aliado à concentração dos cuidados com os filhos sobre as mulheres, bem como, a expectativa social de dedicação prioritária ao papel materno. Esses fatores geram conflitos internos e sentimento de culpa, especialmente quando a dedicação ao trabalho é percebida como incompatível com o cuidado materno. Diante disso, destaca-se a necessidade de iniciativas que promovam uma divisão mais equitativa de responsabilidades familiares e condições de trabalho flexíveis. Tais esforços indicados no estudo são essenciais para minimizar os impactos à saúde mental e criar um ambiente mais inclusivo e sustentável para as mães no mercado de trabalho.Item Adoecimento psíquico desencadeado pelo consumismo motivado pelas redes sociais(2025-12-08) Toledo, Lívia Gonsalves; Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Bicudo, Silene Fernandes; Passos, Bruna Silva; Santos, Thais Oliveira dos; São José dos CamposAs redes sociais subsidiam a sociedade capitalista, que tem como critério a apropriação da riqueza material e o consumo não como necessidade, mas como desejo inerente do ser humano em ter para poder pertencer. Pois dispor de propriedades de marca ou de uma grande quantidade, demonstra o status social e econômico. Este estudo visa investigar como o consumismo estimulado pelas redes sociais contribui para o adoecimento psíquico na contemporaneidade. Partindo da compreensão de que a sociedade capitalista transformou o consumo em critério de valor e pertencimento social, o trabalho analisa como essa lógica influencia a subjetividade dos indivíduos e gera sofrimento mental. Uma reflexão sobre o adoecimento psíquico causado pelo consumismo frente à sociedade capitalista tornase necessária e justifica a escolha desta temática de pesquisa, haja vista a necessidade de oferecer subsídios para que a prática profissional dos psicólogos compreenda com mais profundidade esse tema que é extremamente complexo. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar a relação entre o consumismo motivado pelas redes sociais e o adoecimento psíquico. Elegeu-se a pesquisa bibliográficoliterária como caminho metodológico, mediante promoção de uma revisão em materiais contemporâneos. Como resultados obtidos, destaca-se que os principais adoecimentos psíquicos identificados foram a ansiedade e a depressão, que podem ser potencializados pela promoção da oniomania. Tais adoecimentos demandam a identificação de estratégias para serem minimizados, principalmente aquelas voltadas para o consumo consciente e a educação para o consumo, representando um desafio à Psicologia.Item Análise social dos fatores que influenciam o desenvolvimento infantil e sua relação com a manifestação do Transtorno de Personalidade Antissocial(2025-12-08) Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Terra-Candido, Bruna Mares; Olímpio, Stefani Cristina Pereira; Ferreira, Tatiane Gavazzi de Campos; São José dos CamposEsta pesquisa investigou a relação entre o desenvolvimento da personalidade na infância, as influências socioculturais e a manifestação de comportamentos associados ao Transtorno de Personalidade Antissocial, com base na Psicologia Histórico-Cultural. Ressalta-se que essa pesquisa não teve como foco a discussão sobre o diagnóstico clínico, mas sim a compreensão dos fatores socioculturais, que podem ter contribuído para a formação do sujeito e modos de funcionamento ao longo do desenvolvimento humano. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão de literatura narrativa, de abordagem qualitativa, que utilizou produções científicas disponíveis em bases como SciELO, Google Acadêmico, Pepsic e PubMed, selecionadas por descritores relacionados ao desenvolvimento infantil, Psicologia Histórico-Cultural e transtornos de comportamento. Com a análise realizada, foi possível verificar que, para prevenção da manifestação do Transtorno de Personalidade Antissocial, os principais fatores de proteção durante a infância estão relacionados à qualidade das interações estabelecidas. Ambientes acolhedores e saudáveis, a presença de figuras de cuidado estáveis e responsáveis, bem como o suporte oferecido pelo ambiente escolar, mostram-se fundamentais para a formação de vínculos seguros e para o desenvolvimento saudável da personalidade. Além disso, a literatura aborda que quando o Transtorno de Personalidade Antissocial é identificado, algumas intervenções se mostraram eficazes na redução de comportamentos de risco, tais como a inserção em atividades sociais, a participação em programas de reabilitação em ambientes institucionais, o uso de recursos farmacológicos, o fortalecimento de políticas públicas e a implementação de intervenções psicossociais, educativas e ocupacionais.Item Autismo para além da patologização: contribuições da teoria Histórico-Cultural à construção de uma perspectiva crítica(2025-12-02) Terra-Candido, Bruna Mares; Guadagnin, Eduardo; Toledo, Lívia Gonsalves; Amaral, Leonardo Augusto Franco do; Canônico, Maria Fernanda Nowotny; Tolgyesi, Rafael Fernandez; São José dos CamposEste estudo busca contrapor a concepção hegemônica do autismo, ancorada no modelo biomédico, à uma perspectiva crítica a partir da Teoria Histórico-Cultural (THC). Mediante revisão narrativa da literatura, analisa-se a constituição histórica do modelo biomédico, como ele influenciou e influencia no percurso do autismo – na construção de seu significado e modelo de intervenção – no decorrer da história através dos Manuais Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e suas consequências sociais. Em seguida, através da THC e o materialismo histórico dialético, busca-se redefinir o sentido e significado do autismo a partir de contribuições de autores clássicos aos mais atuais como um fenômeno sociocultural, enfatizando a interdependência entre biologia, contexto histórico e mediações ambientais na constituição subjetiva. Levanta-se a importância de se pensar como pode se dar o desenvolvimento atípico a partir da THC, e possíveis intervenções. Por fim, salienta-se a necessidade de uma psicologia engajada e alinhada ao modelo social de deficiência – que priorize alteridade, singularidade e inclusão social – com uma atuação do psicólogo que seja ética, crítica e revolucionária com o comprometimento de pensar nas mudanças necessárias para colocar em prática uma sociedade mais igualitária, justa, inclusiva e que promova a equidade.Item Caminhos & carreiras: Guia sobre orientação profissional(Univap) Dias, Giovanna Martins; Fernandes, Ingrid dos Santos; Martins, Marcella Gomes; Huayanca, Rafaela Komatzu; Beltrame, Elisabete Cristina CarnioItem Cis - tema divino: a religião como dispositivo de controle dos corpos e subjetividade Trans(2025-12-04) Toledo, Lívia Gonsalves; Ribeiro, Débora Inácia; Maciel, Lidiane Maria; Wasiak, Luana; Almeida, Luca Felipe de; Siqueira, Nicoli Braz; São José dos CamposEste trabalho investiga a disciplinarização dos corpos e da subjetividade de pessoas trans, a partir de discursos religiosos pentecostais, articulando referenciais da psicologia crítica e decolonialidade. A pesquisa parte do entendimento de que o discurso religioso funciona como um dispositivo de poder que opera na produção e vigilância de normas de gênero e sexualidade, reforçando a cis-heteronormatividade. Por de uma abordagem qualitativa e decolonial, o estudo de revisão bibliográfica descritiva se propõe a problematizar este cenário de discussão política em torno da construção dos corpos e dos modos de existir de pessoas trans, expondo os efeitos desse controle na vida e no sofrimento psíquico desses sujeitos. A lente decolonial demonstrou que a regulação das sexualidades, na articulação entre igreja e estado, é histórica e se faz presente nos discursos atuais. Ao mesmo tempo, a análise evidenciou as resistências e criações de novas formas de vida que emergem dessas subjetividades dissidentes, afirmando a potência do existir trans frente aos mecanismos de opressão. O trabalho alcança a ampliação do olhar clínico e acadêmico sobre o tema, convocando uma escuta ética e política das experiências trans.Item Dependência química em mulheres em situação de rua: a voz silenciada(2025-12-16) Guadagnin, Eduardo; Britto, , Ana Karina de Castro; Ribeiro, Débora Inácia; Del Monte, Aleksandra Csoknyai; Granado, Alexandre Castilho; Justino, Marcelo Lin Fernandes; São José dos CamposO uso de álcool e outras drogas têm uma historicidade que remonta desde a antiguidade. Passando a ser considerado como problema de Saúde Pública e de Políticas Públicas, principalmente por este fenômeno ser motivado por fatores socioeconômicos e ambientais. Dentre os grupos mais vulneráveis afetados por essa intersecção de fatores, destacam-se as mulheres em situação de rua, cuja dependência química frequentemente coexiste com o histórico de violência, a perda de vínculos familiares e a extrema exclusão social, exigindo uma abordagem de cuidado específica e humanizada. Assim, o presente trabalho se baseia em uma revisão bibliográfica, qualitativa e exploratória em livros, documentos do Conselho Federal de Psicologia e artigos acessados por meio das bases de dados do SciElo, Portal Periódico do CAPES, PubMed, com o intuito de analisar como o abuso de álcool e outras drogas interfere na permanência de mulheres em situação de rua, caracterizando-se as relações sociais, materiais e afetivas de mulheres dependentes de álcool e outras drogas em situação de rua, analisando o papel do psicólogo frente a problemática da dependência química da mulher em situação de rua e analisando as Políticas Públicas referentes às mulheres em situação de rua. Apesar de robusta bibliografia sobre alguns temas das seções, para população feminina usuária de álcool outras drogas em situação de rua foram encontrados poucos artigos, sendo nenhum deles referentes a população de São José dos Campos, verificou-se uma lacuna na esfera municipal em relação ao acesso transparente e acessível de documentos públicos sobre políticas voltadas especificamente para mulheres em situação de rua em dependência química e evidencia a escassez de projetos, a descontinuidade dos mesmos e a falta de implantação e implementação dessas políticas no município de São José dos Campos/SP, principalmente no que tange à perspectiva de gênero.Item Entre o Àiyé e o Orum: um estudo etnográfico sobre a fé(2025-12-17) Maciel, Lidiane Maria; Lima, Viviana Mendes; Oliveira, Felipe; Rosseti, Bianca Teizen; Silva, Cristiano Sousa Bueno; Britto, Ana Karina de Castro; São José dos CamposO presente trabalho busca compreender, à luz da logoterapia de Viktor Frankl, como a religiosidade e o culto aos ancestrais na Umbanda influenciam a construção de sentido e subjetividade dos sujeitos praticantes. Utilizamos o método etnográfico para analisar os significados atribuídos à fé, aos rituais e às experiências comunitárias vivenciadas no terreiro, situado na zona sul de São José dos Campos (SP). Para tal, traçamos uma análise histórica da formação da Umbanda, desde suas raízes nos Calundus, passando pelo Candomblé, Cabula e Macumba carioca, até sua consolidação como religião sincrética e essencialmente brasileira. A investigação também aborda a intolerância religiosa no Brasil como expressão do racismo religioso, demonstrando como o Estado e setores da sociedade civil contribuíram historicamente para a marginalização das práticas de matriz africana. A partir da perspectiva existencial da logoterapia, podemos observar a espiritualidade como dimensão constitutiva da experiência humana, sendo capaz de fornecer estrutura psíquica e sentido diante do sofrimento. Nesse contexto, compreendemos a Umbanda como espaço de autotranscendência, onde os ritos, a mediunidade e a convivência comunitária promovem cura, pertencimento e fortalecimento identitário. Os dados etnográficos coletados indicam que o terreiro funciona como um "pedaço" e um "circuito" no espaço urbano, constituindo uma rede de afetos e práticas religiosas que integram tradição e transformação. O perfil dos frequentadores revela trajetórias diversas unificadas pela busca por acolhimento espiritual. Dessa forma, contribui para a ampliação do debate sobre espiritualidade na psicologia e para o reconhecimento das religiões afro-brasileiras como fontes legítimas de sentido e cuidado existencial.Item Estudo sobre a relação entre transtorno do espectro autista e envelhecimento: características e ações de cuidado(2025-06-18) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Strauss, Christiana Villela de Andrade; Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Gonzaga, Ana Clara Braga; Gusmão, Rafaela do Val; São José dos CamposO transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por comprometimento no ato de se comunicar e na interação social. Acredita-se que pessoas que possuem o transtorno podem vir a sofrer impactos físicos, emocionais e sociais no processo de envelhecimento. No presente projeto pretende-se investigar estes impactos e discorrer sobre o papel do psicólogo neste contexto, levando também em consideração a vulnerabilidade causada por estes impactos, e a escassez de estudos sobre o tema, que o tornam ainda mais urgente. Para tanto, foi realizada uma pesquisa exploratória de revisão de literatura narrativa. O TEA é de manifestações variadas, mas tendo as intervenções adequadas como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), podem promover maior autonomia e qualidade de vida. A compreensão das particularidades do desenvolvimento autista é fundamental para estratégias de apoio individualizadas, desde a infância até a vida adulta. A relação do TEA e o envelhecimento é escasso de pesquisas atualmente, mas as evidências indicam desafios específicos, como perda de autonomia, declínio cognitivo e maior prevalência de comorbidades (ansiedade, depressão e distúrbios do sono). Idosos autistas enfrentam dificuldades acentuadas em adaptação social, regulação emocional e acesso a serviços de saúde, agravadas pela falta de políticas públicas e profissionais capacitados. Apesar da escassez de pesquisas sobre autismo no envelhecimento, evidências apontam desafios específicos nessa fase, os idosos com TEA enfrentam maior redução de autonomia devido a déficits cognitivos (memória, flexibilidade mental) e emocionais, agravando dificuldades de adaptação a mudanças. Comparados ao envelhecimento típico, acabam apresentando o isolamento social, a prevalência de ansiedade, depressão e risco elevado de comorbidades físicas (distúrbios do sono, em 82% dos casos, epilepsia e problemas gastrointestinais), a hipersensibilidade sensorial e a rigidez comportamental complicam ainda mais o acesso a serviços de saúde. O papel do psicólogo é central nesse processo, tanto na avaliação diagnóstica quanto no suporte terapêutico, visando mitigar os impactos do envelhecimento nessa população negligenciada. O aumento da expectativa de vida de pessoas com TEA trouxe novos desafios, já que a atenção historicamente focada em crianças e adolescentes agora precisa se estender a adultos e idosos no espectro. Embora avanços na pesquisa e nos serviços de saúde tenham melhorado as condições de vida dessa população, muitos ainda envelhecem sem diagnóstico ou suporte adequado, enfrentando dificuldades como vulnerabilidade emocional, adaptação a mudanças e maior incidência de comorbidades psiquiátricas e neurodegenerativas. O envelhecimento no TEA possui a demanda de uma abordagem multidisciplinar integrada, combinando um diagnóstico preciso, intervenções personalizadas e suporte contínuo para pacientes e cuidadores. A atuação do psicólogo, aliada a políticas públicas inclusivas, é fundamental para assegurar dignidade, autonomia e qualidade de vida nessa fase da vida.Item Estudo sobre o impacto das telas na agressividade infantil(2025-12-05) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Britto, Ana Karina de Castro; Ribeiro, Débora Inácia; Silva, Beatriz Lauren; Abreu, Giovanna Moraes de; Ribeiro, Maria Luiza Braga de Lima; São José dos CamposO presente trabalho buscou investigar os possíveis impactos do uso das telas (dispositivos de uso doméstico como telefones celulares, televisões e tablets) sobre a agressividade infantil, embasados em pesquisas de revisão de literatura. Com base nisto, foram examinados estudos dos principais teóricos sobre a agressividade, dando enfoque na investigação através do uso tecnológico juntamente ao desenvolvimento infantil, como síntese para a discussão dos respectivos impactos psíquicos decorrentes do uso de telas. A análise de dados foi feita através de uma revisão de literatura narrativa, permitindo uma perspectiva de possíveis resultados decorrentes do uso excessivo de telas. A literatura pesquisada apontou que o uso excessivo das telas na infância impacta o desenvolvimento cognitivo, podendo comprometer seu desenvolvimento emocional e favorecendo o predomínio de comportamentos disfuncionais, necessitando de uma atuação do psicólogo juntamente aos cuidadores e responsáveis.Item Influência dos padrões culturais de beleza na autoestima e seus impactos na saúde mental de estudantes universitários(2025-12-15) Serpa, Fabíola Alvares Garcia; Strauss, Cristiana Vlela deAndrade; Melo, Thamires Vieira Martins de; Tavares, Kallani Vitor Felix; Kumisaki, Larissa Aiko Silva; Silva, Luisa Emilie Tavares da; São José dos CamposEste trabalho tem como objetivo analisar a influência dos padrões culturais de beleza na autoestima e seus impactos na saúde mental de estudantes universitários. A vida acadêmica é um período de intensas mudanças, marcado por desafios emocionais e sociais que podem agravar questões relacionadas à autoimagem e ao bem-estar psicológico. A disseminação de ideais estéticos por meio das redes sociais, como Instagram e TikTok, tem contribuído para a internalização de padrões de beleza irreais, promovendo a insatisfação corporal e a diminuição da autoestima. A metodologia utilizada foi uma revisão narrativa da literatura, com base em artigos científicos, dissertações, teses e livros publicados entre 2015 e 2025. Os resultados indicam uma forte correlação entre o consumo de conteúdo nas redes sociais, a insatisfação com a imagem corporal e o surgimento de sintomas como ansiedade e depressão. Estudos recentes mostram que níveis reduzidos de autoestima estão associados a maior prevalência de Transtornos Mentais Comuns, como depressão, ansiedade, irritabilidade e insônia, enquanto níveis elevados de autoestima atuam como fator protetivo, promovendo maior bem-estar psicológico. Além disso, evidências indicam que a autoestima influencia o rendimento acadêmico, sendo preditora do engajamento e da confiança dos estudantes em suas capacidades. O estudo destaca a necessidade de ações educativas e políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental, valorização da diversidade corporal e uso consciente das mídias sociais, especialmente no contexto universitário. Conclui-se que promover a saúde mental no ensino superior requer reconfigurar a relação dos estudantes com o ambiente digital, fortalecendo a autoestima e ampliando a valorização da diversidade corporal. Assim, é possível transformar as redes em espaços de pertencimento e reconhecimento mais saudáveis.Item Influências biopsicossociais na aprendizagem: articulações entre Vygotsky, Freire e a prática do psicólogo na escola(2025-12-17) Beltrame, Elisabete Cristina Carnio; Medina, Camila Beltrão; Rodrigues, Alexandre Mazza; Santos, Isabella Brandão Paes dos; São José dos CamposEste trabalho analisa a influência dos fatores biológicos, psicológicos e sociais no processo de aprendizagem, buscando compreender como estes elementos interagem na construção do conhecimento. A pesquisa, de caráter qualitativo e exploratório, fundamenta-se em revisão de literatura e nas teorias de Lev Vygotsky e Paulo Freire, que defendem a aprendizagem como um fenômeno social, histórico e dialógico. Além disso, são discutidos aspectos neurobiológicos, evidenciando a influência da hereditariedade e do ambiente no desenvolvimento cognitivo e nas habilidades de aprendizagem. O estudo aponta que a aprendizagem é um processo multifatorial e dinâmico, atravessado por condições socioeconômicas, afetivas e culturais, e destaca a importância do psicólogo licenciado no ambiente escolar como mediador e facilitador de práticas pedagógicas humanizadoras.Item Intersecção entre psicologia, estruturas de poder e comunicação não violenta no contexto familiar(2025-12-04) Toledo, Lívia Gonsalves; Britto, Ana Karina de Castro; Beltrame, Elisabete Cristina Camio; Silva, Guilherme Zaleschi Arcanjo da; Castro, Roberta Marques Lemes; São José dos CamposO presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo compreender de que modo a Comunicação Não Violenta (CNV), enquanto instrumento de intervenção psicológica, pode contribuir para transformar as dinâmicas de poder no contexto familiar, promovendo relações mais éticas, empáticas e saudáveis. A pesquisa, de caráter teórico, baseia-se em uma revisão bibliográfica fundamentada em autores como Michel Foucault, Pierre Bourdieu, Marshall Rosenberg, Paulo Freire, Silvia Lane, Marlene Strey e Salvador Minuchin, articulando diferentes perspectivas da Psicologia. A análise permitiu evidenciar que a violência familiar ultrapassa a dimensão física, expressando-se também de modo simbólico, estrutural e comunicacional, através de discursos autoritários e fronteiras relacionais rígidas ou difusas. Nessa perspectiva, a CNV mostra-se como prática ética capaz de promover a reconstrução dos vínculos, compreendidos como laços afetivos e simbólicos sustentados pela confiança e pelo reconhecimento mútuo. Além do contexto clínico, destaca-se o potencial da CNV em políticas públicas de convivência familiar, como CRAS e CREAS, no fortalecimento dos vínculos e na mediação de conflitos. Conclui-se que, quando integrada criticamente à Psicologia, a CNV transcende o âmbito técnico e se constitui como dispositivo ético-clínico de transformação subjetiva e social.Item Invisibilidade no trabalho e impacto na saúde mental: uma revisão bibliográfica(2025-12-24) Costa, Rodney Querino Ferreira da; Maciel , Lidiane Maria; Luizari, Denise Cristina Miquelotte; Silva, Eloisa Helena Alves da; Faria, Flavia Cristina de; Souza, Raquel Oliveira Ferraz de Camargo Coelho Silva e; São José dos CamposEsta revisão bibliográfica investiga os impactos do trabalho invisível na saúde mental dos trabalhadores invisíveis no Brasil. Considera-se trabalho invisível aquele que não é uma escolha pessoal, com baixa remuneração, qualificação, escolaridade e cuja mão de obra é contratada de forma terceirizada ou autônoma, o que precariza ainda mais as condições de trabalho. Esse grupo é majoritariamente composto por pessoas de baixa renda, pouca escolaridade, mulheres e pessoas negras. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, abrangendo publicações entre 1999 e 2024, em bases como SciELO, Google Acadêmico e diretórios institucionais (USP e UNESP). Os resultados apontam que a desvalorização social do trabalho, a precariedade dos espaços físicos e instrumentais e a busca incessante por resultados, que gera uma exploração e objetificação do trabalhador no modelo capitalista, são características que trazem maior impacto negativo na saúde mental desse grupo. Observou-se, também, maior incidência de internação psiquiátrica em pessoas com idade laboral e menor renda. Portanto, se faz necessário um posicionamento no tema e intervenções que considerem esses aspectos e que visem o combate à desigualdade social e a promoção da saúde do trabalhador a fim de reduzir a exclusão social.