Engenharia de formulação no desenvolvimento de fluido sintético de corte associado aos impactos na saúde ocupacional
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Resumo
Fluidos de corte (FC) miscíveis em água favorecem a proliferação microbiana e a formação de biofilmes, comprometendo a estabilidade do fluido e aumentando riscos à saúde ocupacional. O controle convencional baseia-se em biocidas tóxicos, motivando a busca por alternativas baseadas em propriedades intrínsecas da formulação. Este trabalho avaliou a relação estrutura±atividade de alcanolaminas em fluidos de corte, investigando a influência de características moleculares na atividade microbiológica e na formação de biofilmes. Foram realizados ensaios in vitro com AMP, (2-amino-2-metilpropan-1-ol), DGA (2-(2-aminoetoxi)etanol), MIPA (2- aminopropan-1-ol) e FS (mistura comercial), utilizando espectroscopia FT-Raman, ensaio de resazurina e contagem de Unidades Formadoras de Colônia (UFC). As concentrações inibitórias mínimas variaram entre 2 e 4 mg·L?¹ e as bactericidas entre 2 e 8 mg·L?¹. AMP e FS apresentaram maior atividade frente a Escherichia coli, enquanto MIPA foi mais ativa frente a Staphylococcus aureus. Em biofilme misto, AMP e FS apresentaram melhor desempenho global, MIPA efeito intermediário e DGA menor atividade. Observou-se tendência de melhor desempenho para moléculas mais ramificadas e menos hidratadas, dependente do microrganismo e do contexto experimental. A integração entre caracterização estrutural e avaliação microbiológica evidenciou que propriedades moleculares modulam o comportamento biológico das alcanolaminas. Os resultados indicam que a aplicação de princípios de relação estrutura±atividade na engenharia de formulação é uma estratégia promissora para o desenvolvimento de fluidos de corte com maior biorresistência intrínseca, reduzindo a dependência de biocidas e contribuindo para a segurança ocupacional e a sustentabilidade industrial