Horizontes para política habitacional no MST: a participação do assentamento Egídio Brunetto I – Lagoinha SP
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Resumo
Uma nova articulação no campo das políticas de habitação rural vem sendo traçada pelo MST e CRATerre para viabilizar a construção tradicional com terra e metodologia construtiva compatíveis com a realidade do campo. A parceria visa a ampliação do conhecimento da técnica construtiva formando replicadores em todo o território nacional. O grande gargalo da construção civil, opressora à realidade do campo e promotora de grandes impactos ambientais, que mantém o homem do campo apartado de sua tradicionalidade, justifica tal parceria. Pois o modelo hegemonizante da construção civil da economia dominante, separa o sujeito de suas necessidades e condições de acesso à moradia adequada às suas demandas compatíveis com a produção e reprodução da vida rural. As políticas públicas relativas PNHR e PNRA, embora tenha apresentado grande efetividade nos últimos 15 anos, não considerou as peculiaridades que as dimensões da vida no campo conservam, podendo ter contribuído, inclusive, com uma infraestruturação do campo permitindo o investimento, público ou privado, de interesses imobiliários futuros. Além disso, as políticas estabelecidas não preveem a permanência do camponês no território rural a fim de evitar uma dinâmica de êxodo rural.