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    Avaliação da ação antimicrobiana da água ativada por plasma sobre membrana amniótica
    (2023-03-07) Almeida, Felipe Santos de; Sant'Anna, Luciana Barros; Ferreira-Strixino, Juliana; Doria, Anelise Cristina Osório César; Pessoa, Rodrigo Sávio; São José dos Campos
    O potencial de utilização da Membrana Amniótica (MA) em diferentes aplicações tem sido amplamente estudado, e a necessidade de garantir a esterilidade desse material é essencial para o seu uso. Por causa do aumento da resistência bacteriana é importante a pesquisa de novas técnicas de esterilização, sendo o uso de água ativada por plasma (PAW) uma alternativa, que consiste em uma técnica onde se aplica o plasma elétrico na água a fim de funcionalizá-la, eliminando assim os pontos negativos do uso direto do plasma, como a temperatura. O objetivo do trabalho foi analisar a ação antimicrobiana da água de osmose reversa (OR) ativada por plasma, sobre Membrana Amniótica contaminada com cepa padrão ATCC® de Escherichia coli (25922), Klebsiella pneumoniae (13883), e Staphylococcus aureus (6538). A MA foi contaminada por um inóculo a 1x106 UFC/mL em salina, que ficou em contato por 3 min, após esse período a PAW foi colocada em contato com a MA por 90 min. Para a ativação da água foi utilizado o plasma, gliding arc de Argônio e ar comprimido com um tempo de ativação de 30 min, estudando a viabilidade celular após a exposição das amostras da Membrana Amniótica à ação da PAW. Os principais resultados obtidos foi a viabilidade celular de 11% com a PAW refrigerada e 15% com a PAW ambiente para a K. pneumoniae, 9% com a PAW refrigerada e 13% com a PAW ambiente para o S. aureus e 10% com a PAW refrigerada e 14% com a PAW ambiente para a E. coli, observando uma melhor ação antimicrobiana da PAW refrigerada. Foi observado uma maior redução das UFC quando utilizado a PAW refrigerada + MA e uma redução do pH de 7,04 para 3,41 da PAW refrigerada e uma redução de 7,05 para 3,61 com a PAW ambiente. A utilização da MA + PAW apresentou um melhor resultado do que utilizando apenas a PAW e a MA. Assim, conclui-se que as PAWs possuem uma ação antimicrobiana significativa, porém não o suficiente para realizar a esterilização da MA.
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    Fotobiomodulação em células musculares e na articulação glenoumeral em simulação da puxada em técnicas de judô
    (2023-06-15) Lima, Elessandro Váguino de; Silva, Newton Soares da; Ferreira-Strixino, Juliana; Lima, Mário Oliveira; Franchini, Emerson; Ribeiro, Martha Simões; São José dos Campos,
    Pesquisas com fotobiomodulação tem apresentado resultados positivos no desempenho muscular, além de modular atividades a nível celular. Os objetivos da pesquisa foram: verificar o comportamento em células musculares C2C12, a partir da irradiaçao com LED; analisar o efeito da fotobiomodulação no torque e na fadiga muscular. Tanto as células musculares quanto o músculo deltoide, foram irradiados com LED Sportllux Advanced Pro, intercalados no comprimento de onda vermelho (660±20nm) infravermelho (850±20nm), simultaneamente. O tempo de exposição à irradiação foi de 600s. Para o ensaio de viabilidade as células foram incubadas com 100 ?L de soluomo de Cristal Violeta (CV); a atividade mitocondrial foi avaliada pelo ensaio colorimétrico MTT; o ensaio de fluorescência de núcleo (marcador DAPI) e citoesqueleto (marcador rodamina faloidina) foi realizado para estudar o citoesqueleto com base na alteração nos filamentos de actina. Os resultados da irradiação no estudo in vitro demonstraram: sinergismo da irradiação LED com indução na proliferação de células; efeito significativo (p<0,05) na cultura de células; aumento significativo (p<0,05) na atividade mitocondrial e viabilidade celular. A microscopia de fluorescência apresentou alinhamento dos componentes do citoesqueleto das células após a irradiação. Para analisar o desempenho muscular no estudo clínico, participaram 14 judocas masculinos. O protocolo consistiu em abdução e adução oblíquoa da articulação glenoumeral no dinamômetro isocinético. Os participantes realizaram 8 séries do movimento com a seguinte dinâmica: uma série de 5 repetições na velocidade angular de 90º/s; 4 séries de 10 repetições na velocidade angular de 240º/s; 3 séries de 5 repetições na velocidade angular de 90º/s. O intervalo de recuperação entre as 7 primeiras séries foi de 10s, e entre a 7ª e a 8ª série de 600s. Os participantes foram submetidos a três condições com intervalo de uma semana entre elas: sem aplicação de LED (No-LED), Grupo Controle; com aplicação de LED desligado (LED-Off), Grupo Placebo; com aplicação de LED ligado (LED-On), Grupo Irradiado. Os atletas foram avaliados quanto à percepção subjetiva de esforço após cada série do protocolo e antes do início da última série do protocolo, quanto à percepção subjetiva de recuperação. O atleta teve sua concentração de lactato dosada em 3 momentos: imediatamente, após 300s e após 600s do término da 7ª série do protocolo. Os resultados apontaram que houve instalação gradual de fadiga entre as séries em sequência, porém sem diferença significativa (p>0,05) entre os grupos com ou sem irradiação; houve aumento gradual da percepção de esforço com a dinâmica entre as séries, porém sem diferença significativa (p>0,05) nas condições com ou sem irradiação entre os grupos; a concentração de lactato aumentou após as 7 séries com relação aos valores de repouso, mas sem apresentar diferença significativa (p>0,05) entre os grupos controle, placebo ou irradiado. A conclusão foi de que houve influência no comportamento das células musculares C2C12 para o estudo in vitro; para o estudo clínico a fotobiomodulação pelo dispositivo LED não apresentou diferença significativa em nenhum dos parâmetros analisados.
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    Análise do potencial protetor da membrana amniótica em modelo experimental de desmielinização in vitro de fatias organotípicas de cérebro de camundongos
    (2025-02-28) Sant'Anna, Luciana Barros; Arisawa, Emília Angela Lo Schiavo; Silva, Tania Mara; Oliveira, Melissa Guimarães de; São José dos Campos
    A membrana amniótica (MA) é amplamente reconhecida por suas propriedades regenerativas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, sendo uma alternativa promissora no tratamento de doenças associadas à desmielinização, como a Esclerose Múltipla (EM). A desmielinização é caracterizada pela perda da mielina, estrutura responsável pela condução de impulsos nervosos, comprometendo a funcionalidade neuronal. Neste contexto, este estudo objetivou avaliar a eficácia da MA em proteger o tecido nervoso contra os efeitos desmielinizantes da lisolecitina, utilizando fatias organotípicas de cérebro de camundongos C57BL/6 como modelo experimental in vitro. Para isso, quatro grupos experimentais foram estabelecidos: Controle Sadio/C-S (fatias sadias); Desmielinização/C-DESM (fatias desmielinizadas pela aplicação de lisolecitina); Controle Membrana/C-MA (fatias sadias que receberam apenas MA); e Membrana Desafio Lisolecitina/MA-LISO (fatias que foram recobertas pela MA e submetidas à ação da lisolecitina). As análises incluíram colorações histológicas (Hematoxilina e Eosina, Luxol Fast Blue) para avaliação da integridade estrutural, teste metabólico com TTC para mensurar viabilidade celular, e MEV para avaliação da topografia de superfície tecidual. Os resultados demonstraram que a MA preservou a integridade da mielina e a arquitetura tecidual nas fatias desafiadas pela lisolecitina, enquanto as fatias do grupo C-DESM apresentaram microcavitações, desorganização da arquitetura histológica e perda da distinção entre substância branca e cinzenta. O ensaio TTC mostrou que as fatias protegidas pela MA mantiveram alta atividade metabólica, em contraste com a baixa atividade observada no grupo C-DESM. A análise por MEV reforçou a eficácia da MA, evidenciando a preservação da estrutura tecidual do parênquima cerebral, além de evidências de interação com o tecido que podem estar associados ao seu potencial bioativo. Essas propriedades incluem a modulação do microambiente neural e a liberação de fatores solúveis, que podem contribuir para a manutenção da viabilidade celular e integridade estrutural, mesmo em condições desafiadoras como a exposição à lisolecitina. Conclui-se que a MA atuou como barreira física eficaz contra a desmielinização induzida por lisolecitina, protegendo o tecido cerebral. Além disso, sugere-se que houve possível regeneração tecidual devido às suas propriedades bioativas, que devem ser mais investigadas para potencial aplicação no tratamento de doenças desmielinizantes, como a EM.
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    Nanopartículas de óxido de ferro revestidas com curcumina como ferramenta de terapia para o câncer de mama
    (2025) Raniero, Leandro José; Ferreira, Virginia Rezende; São José dos Campos
    Neste trabalho, é abordado o câncer de mama, neoplasia de alta incidência e o subtipo triplo negativo (TNBC), particularmente agressivo, como desafios globais na saúde, apresentando a Terapia Fotodinâmica (TFD) como uma alternativa promissora aos tratamentos tradicionais que causam efeitos adversos significativos. Neste estudo, nanopartículas de óxido de ferro (IONPs) foram sintetizadas e revestidas com curcumina (IONPs@curcumina), buscando avaliar o potencial citotóxico e de TFD desse nanocomplexo na linhagem celular MDA-MB-468 (TNBC). A metodologia empregada consistiu na síntese das IONPs por co-precipitação química e posterior revestimento com curcumina, utilizando etanol como solvente mais adequado após testes de solubilidade. O nanocomplexo foi caracterizado por DLS, UV-Visível e FT-IR, e a otimização da estabilidade foi determinada em 1 mmol.L -1 de curcumina e pH 9, condições que resultaram no melhor revestimento e menor diâmetro hidrodinâmico. Os ensaios de citotoxicidade in vitro mostraram que as IONPs@curcumina não são citotóxicas na ausência de luz (viabilidade celular > 70%), mas a TFD induziu morte celular significativa (atividade mitocondrial < 70%) sob irradiação de LED 450 nm. A concentração de 0,5 µg.mL-1 resultou na menor viabilidade celular (41%), confirmando o potencial terapêutico do nanocomplexo e sugerindo a importância de pesquisas futuras que alinhem o comprimento de onda do LED à absorção máxima da curcumina para otimizar a eficácia.
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    Desenvolvimento de um curativo eletrofiado com álcool polivinílico associado à nanoparticulas de prata para tratamento de microorganismos resistentes presentes nas feridas
    (2025-11-24) Castilho, Maiara Lima; Rebouças, Lara Silva Souza; Vieira, Lúcia; São José dos Campos
    O surgimento de infecções bacterianas resistentes tem impulsionado o estudo de novas formas de tratamento que sejam mais eficientes, principalmente para pacientes que apresentam alguma comorbidade que torna as infecções mais propensas de acontecer, como é o caso dos diabéticos. Com base nisso, este trabalho descreve a produção de não tecidos à base de álcool polivinílico (PVA) funcionalizados com nanopartículas de prata (AgNPs) e antibiótico, tanto isolados quanto em associação, para avaliação de atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (S. aureus) e Escherichia coli (E. coli). Para o desenvolvimento do não tecido foram realizados ensaios de halo de inibição para definição das concentrações que foram incorporadas nas formulações para eletrofiação, e o produto final foi caracterizado por MEV, EDS, UV-vis e FTIR, comprovando integridade química e física, que houve interação entre os componentes e mostrando que as AgNPs usadas tinham em média 77,7nm de tamanho, ficando aderidas entre as fibras do não tecido que tem um tamanho médio de 384,3nm. Os testes de efetividade do não tecido evidenciaram ausência de inibição do PVA puro, atividade moderada com PVA+AgNPs com a formação de halo de 5,95mm na S. aureus e 5,47mm na E. coli e quando testado o não tecido de PVA+antibiótico houve a formação de halo de 16,06mm na S. aureus e 8,96mm na E. coli) e efeito sinérgico proeminente na combinação dos agentes (formando halos de 20,52mm na S.s aureus e 15,64mm na E. coli). Análises estatísticas das medidas de halo (média ± desviopadrão) reforçam a consistência e reprodutibilidade dos dados. O estudo demonstra que a combinação de AgNPs e antibiótico em matriz de PVA representa uma estratégia promissora para aplicações médicas que exigem liberação controlada e eficácia antimicrobiana otimizada.
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    Desenvolvimento de uma ferramenta de aprendizado de máquina para apoio a detecção de câncer de mama
    (2025) Castilho, Maiara Lima; Marques, Luiz Henrique Pinto; Lopes, Filipe Loyola; São José dos Campos
    O câncer de mama é um dos tumores mais comuns entre mulheres, causando grande impacto social e demandando estratégias eficazes para a detecção precoce. Diante disso, este trabalho propõe o desenvolvimento de uma ferramenta baseada em redes neurais convolucionais (CNN) para auxiliar na detecção precoce do câncer de mama, a partir de imagens de ultrassom, com a integração de técnicas de aprendizado profundo com um protótipo full-stack. Ao todo foram utilizados nove bancos de dados, totalizando 8.474 imagens de ultrassonografia categorizadas em benigno, maligno e normal. Para o balanceamento das três classes, foi aplicado a técnica de oversampling com a aumentação de dados, resultando em 4.212 imagens por classe e um total de 12.636 imagens. O pré-processamento das imagens incluiu a padronização para o formato PNG, normalização dos pixels e redimensionamento para 128×128 pixels. A rede neural foi treinada com divisão estratificada dos dados (76% treino, 12% validação, 12% teste) e avaliada pelas métricas de avaliação (acurácia, precisão, recall, F1-score e curva ROC) alcançando acurácia final de 87%. Além disso, foram empregadas técnicas de inteligência artificial explicável, como Grad-CAM e LIME, que geraram mapas de calor para permitir a interpretação das decisões do modelo, destacando regiões relevantes nas imagens. Por fim, a ferramenta foi implementada com backend em FastAPI para processamento de imagens via REST API e frontend em Tkinter para interface gráfica, possibilitando o upload das imagens e a visualização dos resultados com mapas de calor interpretativos.
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    Conversão de câmara climática para uma câmara de refrigeração
    (2025) Santos, Patricia Marcondes dos; Castro, Pedro Augusto Rodrigues Ribeiro de; São José dos Campos
    O projeto visa modificar uma câmara climática em uma câmara de resfriamento com atuação dupla, capaz de operar nas faixas de 2 à 8 °C para resfriamento e 20 a 30 ºC para incubação. Esta modificação atenderá à indústria farmacêutica humana e veterinária, realizando estudos de estabilidade exigidos pela ANVISA (RDC 318/19), que envolvem o armazenamento de medicamentos e princípios ativos durante um período estabelecido para gerar evidências sobre a validade dos produtos. Com esta modificação, é possível alcançar flexibilidade e economia, pois um equipamento poderá operar em duas faixas de temperatura, algo que não é oferecido por equipamentos disponíveis no mercado. O retrofit do equipamento fora de operação reduzirá o impacto ambiental e proporcionará economia ao laboratório, podendo substituir duas câmaras distintas.
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    Associação de microesferas de hidroxiapatita com hidrogel polimérico para aplicação em Terapia Fotodinâmica
    (2026-04-23) Simioni, Andreza Ribeiro; Pacheco-Soares, Cristina; Castilho, Maiara Lima; Moura, Marigilson Pontes de Siqueira; Primo, Fernando Lucas; Ambrósio, Jéssica Aparecida Ribeiro; Ferreira-Strixino, Juliana; São José dos Campos
    A hidroxiapatita (HAp) é uma cerâmica que apresenta semelhanças com a estrutura óssea humana, biocompatibilidade e bioatividade, além de capacidade de remodelação (em nanoescala). Os hidrogéis apresentam a propriedade de intumescimento, resultante de ligações cruzadas estruturais do polímero (ou biopolímero). A combinação destes dois sistemas configura uma alternativa de sistema de liberação controlada (Drug Delivery Systems – DDS), promissor para o uso em tratamentos envolvendo a terapia fotodinâmica (TFD). O objetivo do trabalho foi a síntese de microesferas de hidroxiapatita (meHAp), o encapsulamento com Cloro Alumínio Ftalocianina (ClAlPc), a síntese de um sistema hidrogel de álcool polivinilico (PVA)/Gelatina e o encapsulamento com a ClAlPc e os derivados da meHAp. As caracterizações realizadas foram: microscopia eletrônica de Varredura (MEV), espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), espectroscopia RAMAN, difratometria de raios-X (DRX), espectroscopia no Uv-Visível, Termogravimetria (TGA) e calorimetria exploratória diferencial (DSC), grau de intumescimento (%GI) e estudos in vitro em culturas de gliosarcoma e melanoma (apenas para o hidrogel). As formulações de meHAp apresentaram formato esférico, bandas características do sistema nas análises de FTIR e RAMAN. A técnica de DRX permitiu a comparação com fichas de HAp correspondentes. As meHAp apresentaram comportamento térmico condizente com a literatura. Os estudos espectroscópicos não apontaram alteração no perfil espectral da ClAlPc quando encapsulada. As meHApClAlPc foram internalizadas pelas células de gliosarcoma 9L/lacZ e apresentaram redução da viabilidade em mais de 98%. Os hidrogeís sintetizados apresentaram morfologia em rede tridimensional, comportamento térmico condizente com a literatura, picos condizentes com os componentes base no FTIR e grau de intumescimento médio de 5- 613%. Os resultados do UV- Visível confirmaram que não houve alteração no perfil da ClAlPc quando encapsulada e permitiram a avaliação do perfil de liberação dos sistemas (45% - hidrogel meHApClAlPc e de 94% hidrogel ClAlPc). Nas células 9L/lacZ o hidrogel apresentou redução média de 97% na viabilidade. Já para a cultura de melanoma a redução média de 96%. Os resultados reiteram a eficácia do sistema desenvolvido, destacando que a incorporação de microesferas de hidroxiapatita no hidrogel permitiu uma redução de 20 vezes na concentração mínima necessária do fotossensibilizador para alcançar o efeito fotodinâmico desejado. Essa potencialização da atividade antitumoral posiciona a formulação como uma alternativa altamente eficiente e menos invasiva para o tratamento de linhagens neoplásicas. Com base nos resultados obtidos espera-se que os sistemas sintetizados possam ser utilizados como modelo para novos DDS e contribuam para o tratamento de diversas neoplasias, destacando o potencial terapêutico, redução de toxicidade e inovação estrutural do sistema proposto.
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    Análise multiescala da fotobiomodulação e membrana amniótica no reparo medular: da preservação da mielina à recuperação cinética
    (2026-04-24) Arisawa, Emília Angela Loschiavo; Sant'Anna, Luciana Barros; Vieira, Lúcia; Canevari, Renata de Azevedo; Laranjo, Mafalda; Marcos, Rodrigo Labat; Correia, Débora Campos Chaves; São José dos Campos
    As lesões medulares traumáticas (LM) representam uma condição clínica devastadora, com fisiopatologia complexa, que abrange eventos primários e secundários, culminando em déficits neurológicos severos, perdas funcionais permanentes e elevado impacto socioeconômico. Ante a escassez de terapias regenerativas definitivas, esta tese investigou estratégias terapêuticas inovadoras e de baixo custo com foco na fotobiomodulação (PBM) e na aplicação de fragmento da membrana amniótica (MA). O objetivo central foi avaliar e comparar a eficácia dessas terapias, isoladas ou associadas, no reparo de lesões medulares e na recuperação funcional locomotora. Utilizou-se um modelo experimental de lesão medular por contusão em 45 ratos Wistar, distribuídos nos grupos Controle (C), Lesão (L), PBM, MA e PBM+AM, subdivididos em dois tempos experimentais, 7 e 14 dias. A fotobiomodulação foi aplicada usando parâmetros específicos (808 nm, 72 J/cm2, 100 mW, pontual, transcutânea, e em dias alternados), e o fragmento de MA (4 cm²) foi implantado com a face mesenquimal voltada para o tecido neural. Após 7 e 14 dias da lesão medular, realizou-se avaliação multiescala incluindo histomorfometria (Hematoxilina e Eosina e Luxol Fast Blue) para mensuração da área de cavitação e integridade da mielina, além da análise biomecânica da marcha via Força de Reação do Solo (FRS). A análise dos dados demonstrou que, na fase aguda (7 dias), todos os grupos tratados exibiram redução significativa na área de cavitação comparados ao grupo L, com superioridade estatística para a PBM isolada (p<0,05). Na fase subaguda (14 dias), embora as diferenças morfométricas tenham se estabilizado entre os grupos tratados, a análise biomecânica revelou que o grupo PBM+AMII apresentou recuperação funcional significativamente superior ao grupo L (p<0,05). Conclui-se que os protocolos propostos exerceram efeitos neuroprotetores relevantes, distintos e complementares: a fotobiomodulação demonstrou maior eficácia na modulação da fase aguda, enquanto a associação terapêutica mostrou-se fundamental para a otimização da recuperação funcional a longo prazo.
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    Analysis of the Sars-cov-2 virus spike protein in 2D and 3D neuronal models of Alzheimer's disease associated with photobiomodulation treatment
    (2026-04-17) Soares, Cristina Pacheco; Sant'Anna, Luciana Barros; Ito, Cristiane Yumi Koga; Andrade, Erick José Nogueira de; São José dos Campos
    Alzheimer's disease (AD) is the leading cause of dementia worldwide, characterized by a complex pathophysiological scenario involving neuroinflammation and intense oxidative stress. At the same time, the COVID-19 pandemic has raised concerns about the neurodegenerative effects of the SARS-CoV-2 spike protein. Considering that oxidative stress is a central mechanism shared by both AD and the sequelae of COVID-19, this work used hydrogen peroxide (H2O2) as an experimental model of oxidative insult. The objective was to investigate how the spike protein enhances cellular damage and to evaluate the neuroprotective potential of photobiomodulation (PBM) with red LED (660 nm) in these contexts. For this, SHSY5Y cells differentiated into two-dimensional (2D) and three-dimensional (3D) neuronal models were used. The cells were exposed to recombinant spike protein (0.5 µg/mL) and H2O2 (200 µM), either individually or in combination, to simulate an aggravated toxicity environment. Cell viability and metabolism were monitored using the Alamar Blue assay and flow cytometry (Live/Dead). Confocal microscopy analyses allowed for the evaluation of nuclear (Hoechst), mitochondrial (MitoTracker), cytoskeletal (rhodamine-phalloidin), and focal adhesion (FAK) integrity. Additionally, a model of neuronal spheroids (3D) was standardized to mimic a more physiologically relevant microenvironment. The results in the 2D model indicated that the spike protein and H2O2 significantly reduced cell viability, with intensified cytotoxic effects upon co-exposure. In contrast, the 3D model exhibited an adaptive response, maintaining viability and increasing metabolic activity, suggesting that tissue architecture modulates neuronal resilience. PBM (3 J/cm²) proved effective in preserving mitochondrial and structural morphology, reducing apoptosis both under basal conditions and oxidative stress, especially in the 3D model. Together, the data reinforce that the Spike protein exerts distinct effects depending on the cellular model and highlight PBM as a promising therapeutic strategy to mitigate oxidative stress and preserve neuronal function in neurodegenerative pathologies and viral sequelae.