Influência dos padrões culturais de beleza na autoestima e seus impactos na saúde mental de estudantes universitários

Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar a influência dos padrões culturais de beleza na autoestima e seus impactos na saúde mental de estudantes universitários. A vida acadêmica é um período de intensas mudanças, marcado por desafios emocionais e sociais que podem agravar questões relacionadas à autoimagem e ao bem-estar psicológico. A disseminação de ideais estéticos por meio das redes sociais, como Instagram e TikTok, tem contribuído para a internalização de padrões de beleza irreais, promovendo a insatisfação corporal e a diminuição da autoestima. A metodologia utilizada foi uma revisão narrativa da literatura, com base em artigos científicos, dissertações, teses e livros publicados entre 2015 e 2025. Os resultados indicam uma forte correlação entre o consumo de conteúdo nas redes sociais, a insatisfação com a imagem corporal e o surgimento de sintomas como ansiedade e depressão. Estudos recentes mostram que níveis reduzidos de autoestima estão associados a maior prevalência de Transtornos Mentais Comuns, como depressão, ansiedade, irritabilidade e insônia, enquanto níveis elevados de autoestima atuam como fator protetivo, promovendo maior bem-estar psicológico. Além disso, evidências indicam que a autoestima influencia o rendimento acadêmico, sendo preditora do engajamento e da confiança dos estudantes em suas capacidades. O estudo destaca a necessidade de ações educativas e políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental, valorização da diversidade corporal e uso consciente das mídias sociais, especialmente no contexto universitário. Conclui-se que promover a saúde mental no ensino superior requer reconfigurar a relação dos estudantes com o ambiente digital, fortalecendo a autoestima e ampliando a valorização da diversidade corporal. Assim, é possível transformar as redes em espaços de pertencimento e reconhecimento mais saudáveis.


Descrição

Citação