Nanopartículas de ouro funcionalizadas aos complexos de Gadolínio e EGF para detecção precoce do câncer de mama
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Resumo
O câncer pode ser definido como doença heterogênea vinculada a fatores ambientais, estilo de vida e mutações, representando a segunda causa de morte no Brasil e no Mundo. Dentre os diferentes tipos, destaca-se o câncer de mama, visto ser a maior causa de morte que acometem mulheres, sendo considerado um problema de saúde pública. O carcinoma mamário exibe diferentes vias de sinalização para a sobrevivência, crescimento e tratamento. O subtipo basalóide representa aproximadamente 20% dos casos de carcinoma mamário, sendo conhecido como triplo negativo por apresentar a ausência da expressão de receptores de estrogênio, progesterona e do fator de crescimento epidérmico 2, e superexpressão do receptor do fator de crescimento epidérmico. Essas características podem ser associadas ao difícil diagnóstico e pior prognóstico. Neste contexto, o diagnóstico precoce destes tipos de câncer oferece uma possível solução para essa problemática. Assim, a ressonância magnética (RM) associada ao uso de substâncias paramagnéticas, conhecidas como os agentes de contraste, entre eles o Gadolínio (Gd) podem ser utilizados como um método alternativo para o diagnóstico precoce. Embora a RM possua uma alta sensibilidade, esta técnica apresenta baixa especificidade que podem ser superadas com o uso das nanopartículas de ouro, que se destacam como uma opção promissora para diagnóstico direcionado, visto permitir funcionalização de moléculas biológicas como a proteínas, peptídeos entre outros. Assim, o objetivo desta dissertação é desenvolver nanopartículas de ouro transportadoras do agente de contraste à base de Gd com o direcionamento ativo, por meio da proteína do fator de crescimento epidérmico. Este nanocontraste foi sintetizado utilizando a química via carbodiimida para diagnóstico precoce câncer de mama, sendo caracterizado pelas análises de Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier, Espectroscopia no UV-visível e Espalhamento Dinâmico de Luz. Os resultados indicaram que o nanocontraste apresentou um diâmetro médio de 43 nm com boa estabilidade coloidal, a eficiência do nanocontraste para diagnóstico do câncer de mama foi determinado pela intensidade relativa de sinal produzida em uma região de interesse em comparação ao contraste comercial. Embora, o nanocontraste tenha mostrado uma intensidade de sinal inferior ao comercial, é importante ressaltar que o mesmo possui uma molécula alvo para o direcionamento o que permitirá uma maior sensibilidade e especificidade para diagnóstico precoce do câncer. A viabilidade celular e atividade mitocondrial em linhagem celular MDA-MB-468, exibiu excelente biocompatibilidade e seletividade do nanocontraste, bem como baixa citotoxicidade, o que evidência grande potencial para aplicações em diagnóstico.