O dia a dia escolar: violência invisível e seus impactos no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes
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Resumo
Não há que se falar em um único conceito de violência, contudo pode ser entendida como o uso intencional de poder ou de força, seja ele consumado ou apenas sinalizado, voltado para causar danos. Tal ação pode ser direcionada para o próprio indivíduo, terceiros ou grupos sociais, e pode resultar em consequências graves. A violência sempre esteve presente no mundo e é considerada como um problema social, que pode causar danos físicos, psicológicos, financeiros e sociais manifestando-se de diferentes formas, inclusive as veladas e simbólicas. O crescimento muito significativo da violência nas últimas décadas despertou grande interesse em compreender o tema, principalmente por causa do processo de socialização e integração de crianças e adolescentes na sociedade e no cenário brasileiro atual no qual impera uma nova diretriz, a mercantilização da educação com o neoliberalismo e consequentemente um adoecimento psíquico de toda a sociedade e não mais de um nicho social específico. É primordial buscar alternativas para minimizar estes impactos desde a mais terna idade e buscar por uma cultura de paz por meio da comunicação não violenta. Assim, este Trabalho de Graduação buscou responder à questão da importância da presença do psicólogo com licenciatura na escola para elaboração de projetos voltados para uma cultura de paz com o uso da comunicação não violenta. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa de literatura qualitativa exploratória com o intuito de possibilitar uma discussão sobre esta temática, com uso de fontes secundárias como artigos e obras literárias. Concluindo que que a formação sociopsicológica do educador, a presença efetiva do psicólogo escolar e do psicólogo com licenciatura são medidas cruciais para promover uma cultura de paz que garanta o pleno desenvolvimento emocional e cidadão de crianças e adolescentes, com base na elaboração de projetos pedagógicos que fomentem diálogos e reflexões críticas sobre a violência estrutural e simbólica e como podem ser trabalhadas dentro da comunidade escolar podendo vir a afetar todos os laços relacionais íntimos de cada participante.